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sábado, outubro 16, 2021
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Justiça condena a 9 anos de prisão torcedor do Joinville que tentou matar um torcedor do Figueirense

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Justiça condena a 9 anos de prisão torcedor do Joinville que tentou matar um torcedor do Figueirense

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Um homem de de 28 anos, torcedor do Joinville Esporte Clube (JEC), foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pela tentativa de homicídio (art. 121, §2º, inciso II, do Código Penal) do torcedor Reinaldo Manoel da Silveira, de 30 anos, do Figueirense. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (25/9) e a defesa do réu recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). As informações são da Secretaria de Comunicação do MPSC.

O crime foi em 13 de abril de 2014, na final do Campeonato Catarinense, com Figueirense e Joinville em campo. Por volta das 21h, após o fim do jogo, com a vitória do Figueirense, os dois torcedores começaram a discutir em um bar no bairro Alto Aririú, em Palhoça, na Grande Florianópolis.

Rodrigo estava alcoolizado e irritado com a derrota do seu time. Inconformado, foi até a sua casa, próxima ao bar, e voltou armado com uma faca. Então, atacou Reinado, que ficou gravemente ferido no abdômen. Segundo a acusação, a vítima precisou, literalmente, segurar o próprio intestino.

O proprietário do bar chamou o Corpo de Bombeiros, e Reinaldo recebeu os primeiros socorros ali mesmo. Depois, passou por cirurgias no Hospital Regional de São José e sobreviveu. O autor da facada fugiu logo após o crime, mas acabou preso horas depois, quando confessou o ato e a motivação – desavença por causa de futebol.

O Júri de Palhoça aceitou a qualificadora do motivo fútil e decidiu pela tentativa de homicídio qualificado, concordando com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) – "O acusado praticou o crime por motivo fútil, ocasionado por divergência anterior havida entre ele e a vítima relacionada aos times de futebol para os quais torcem (Figueirense e Joinville), que se enfrentaram, na data dos fatos, no final do Campeonato Catarinense".

Atuou pelo MPSC, o Promotor de Justiça Márcio Conti Junior. O advogado de defesa foi João Ricardo da Silva e a Juíza de Direito Carolina Ransolin Nerbass Fretta.

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