Lei de Diretrizes Orçamentárias 2020 é aprovada na Câmara Municipal de Florianópolis

PolíticaLei de Diretrizes Orçamentárias 2020 é aprovada na Câmara Municipal de Florianópolis

Joaquina ganha passarela de madeira sobre as dunas, com rampa a partir do estacionamento

Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

Avenida da Saudade, no Itacorubi: pedestres e ciclistas passam a usar desvio pelo aterro a partir desta sexta

Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

Carnaval 2027 em Florianópolis: Luísa Sonza, Kevin O Chris e Dazaranha estão entre as atrações

Prefeitura e Hit Makers anunciam com quatro meses de antecedência a programação do Carnaval de Rua, de 6 a 9 de fevereiro, em nove arenas pela cidade.

Compartilhe

O projeto de lei 17794/2019, que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município para o exercício de 2020, foi votado e aprovado com 15 votos favoráveis nesta segunda-feira (01/07). A LDO tem como principal objetivo orientar a elaboração dos orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimento do poder público, incluindo os Poderes Executivo e Legislativo, e as empresas públicas e autarquias. É uma das ferramentas de planejamento orçamentário, e busca sintonizar a Lei Orçamentária Anual (LOA) com as diretrizes, objetivos e metas da administração pública estabelecidos no Plano Plurianual (PPA).

O relator da matéria, vereador Gabriel Meurer (PSB), explicou que a peça orçamentária foi elaborada com várias discussões públicas e feita de forma técnica com responsabilidade: “Fui relator da matéria no ano passado e neste ano também e mantemos a coerência, a LDO não pode engessar o orçamento do município, uma vez que não sabemos quanto será arrecadado de fato e nem que problemas podem ocorrer, quais despesas inesperadas podem surgir”.

O vereador Afrânio Boppré (PSOL), afirmou que a LDO aponta um caminho para as diretrizes gerais e que a Câmara é um dos poderes do município e, por isso, pode apresentar emendas.

O vereador Marquito (PSOL), que apresentou uma emenda aprovada pelos demais vereadores, disse que a base da LDO é uma democracia participativa e que por isso deveria passar, obrigatoriamente, pelas instâncias dos conselhos: “Além do conselho das cidades, outros conselhos como educação, saúde, assistência social, entre outros. O orçamento é da cidade e das pessoas e não do prefeito”.

Líder do governo na Câmara, o vereador Renato Geske (PL), fez questão de afirmar que a LDO é um processo participativo: “São mais de 300 entidades representadas, a emenda impositiva é uma questão orçamentária, mas o vereador não pode apenas colocar a emenda, uma obra sem projeto ou sem orçamento, apenas por ser impositiva. O orçamento do município já é comprometido em cerca de 75%, ao prefeito resta apenas 25% pra mexer”. afirma.

Os números da LDO

O valor das receitas próprias e vinculadas é estimado em R$ 2.234.974.550, apenas 2,49% a mais do que a arrecadação global praticada em 2019. A receita tributária,  derivada dos impostos e taxas representa 55% do total. De 2019 para 2020, o percentual de aumento na receita esperado é de apenas 0,50%.

Para a área da Saúde, a aplicação do Executivo será de 19% de toda a arrecadação. O volume de investimento é quatro pontos percentuais acima do que seria obrigatório pela Constituição, que exige um mínimo de 15% aplicados na Saúde. Serão aplicados R$ 248,4 milhões apenas com esta pasta.

Na Educação, o volume de investimento mínimo é maior do que na Saúde. A Constituição exige que o município aplique 25% obrigatoriamente. No ano que vem a prefeitura vai superar esse valor, investirá 30% na Educação, cinco pontos percentuais acima do exigido pela legislação. A aplicação total será de R$ 396 milhões na área.

A Assistência Social terá 9,87% de toda a receita arrecadada com impostos pela prefeitura.