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sexta-feira, janeiro 28, 2022

Negociações fracassam e servidores municipais mantêm greve em Florianópolis

Negociações fracassam e servidores municipais mantêm greve em Florianópolis

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A greve dos servidores  municipais de Florianópolis segue sem data para terminar. De acordo com o sindicato que representa a categoria (Sintrasem) os trabalhadores encerram a paralisação quando o prefeito Gean Loureiro revogar o Pacote de Medidas apresentado em janeiro.

A prefeitura formalizou uma contraproposta ao sindicato garantindo que aceita manter o antigo Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCS), mas com a condição de vetar os artigos que preveem aumento de salário nos próximos meses, ou seja, as cláusulas sobre a aplicação financeira: “Sempre deixamos claro que o problema não era o PCCS em si, mas sim os aumentos na folha que ele causava. A ideia do prefeito era fazer um novo PCCS que fosse justo e possível de pagamento, mas os servidores preferem continuar com o antigo, sem previsão certa de aumento salarial”, explicou o secretário de Administração da prefeitura, Everson Mendes.

Sobre a licença-prêmio e as incorporações, também debatidas entre Prefeitura e Sindicato, não houve acordo. O município segue frisando os altos custos com esses tipos de benefícios.

O prefeito da Capital Gean Loureiro esperava um aceno positivo dos servidores para o fim da greve nesta segunda-feira, 13. “Conseguimos avançar até onde podíamos para que não comprometêssemos a folha de pagamento. Nosso principal compromisso é pagar os salários em dia durante todo o ano e, paralelo a isso, discutir melhorias nas condições de trabalho e nos vencimentos para que os servidores estejam cada vez mais motivados. Mas isso se faz com pé no chão e não vendendo um sonho impossível de concretizar”, disse Gean Loureiro.

Posição da prefeitura sobre os pedidos do sindicato:

MANTER O PCCS ANTIGO – A Prefeitura propôs continuar com o PCCS antigo desde que as aplicações financeiras sejam vetadas.

MANTER AS INCORPORAÇÕES – A prefeitura flexibilizou as incorporações para a aposentadoria dos servidores desde que eles tenham tempo mínimo de contribuição.

MANTER HORAS-EXTRAS EM 200% – O valor que era praticado em hora-extra na Prefeitura era totalmente fora da realidade de outros órgãos e da iniciativa privada. A Prefeitura, no entanto, aceitou mudar a forma de pagamento dos atuais 50%. Ao invés de incidir sobre os vencimentos, o município aceita que o valor seja sobre a remuneração total.

MANTER A LICENÇA-PRÊMIO – A Prefeitura não vê hipótese de manter o benefício que não existe mais no governo federal e nunca existiu na iniciativa privada.

MANTER ABONO PERMANÊNCIA – A Prefeitura aceitou reativar o abono.

MANTER FÉRIAS DE 65 DIAS PARA AUXILIARES DE SALA – A Prefeitura aceitou manter o mesmo tempo de férias para auxiliares de sala, em relação aos professores, desde que esses auxiliares estejam trabalhando nas unidades educacionais.

MANTER ADICIONAL NOTURNO EM 50% – A Prefeitura aceitou manter o adicional noturno em 50%, desde que o município não esteja acima do limite prudencial com a folha de pagamento. A nova lei havia diminuído para 25%.

MANTER ANUÊNIO E TRIÊNIO – A Prefeitura flexibilizou neste caso, aceitando manter as gratificações desde que o servidor tenha assiduidade. Ou seja, se faltar ou tiver licença de mais de 10 dias em um ano, perde o direito. É uma maneira de baixar o alto número com licenças médicas.

ABONAR FALTA DE GREVISTAS – A Prefeitura não abonará a falta de servidores que estiverem em greve, já declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

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