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quinta-feira, setembro 16, 2021
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Nem em dias normais é possível ter 70% do atendimento, diz comando de greve da Saúde

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Nem em dias normais é possível ter 70% do atendimento, diz comando de greve da Saúde

Para esclarecer o que o Comando de Greve da Saúde Pública chamou de “inverdades declaradas pela Secretaria Estadual de Saúde”, uma entrevista coletiva foi concedida na tarde desta terça-feira, 20, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis. Os pontos principais: o Governo do Estado tem verba para cumprir as reivindicações da categoria, mas só se preocupa em punir grevistas, e, por falta de pessoal, nem em dias normais, sem greve, há possibilidade de manter 70% do atendimento.

“O problema não é dinheiro, e nós já provamos isso. Segundo um relatório do Tribunal de Contas do Estado, R$ 163 milhões deixaram de ser investidos na Saúde. Dinheiro que entrou para ser investido na Saúde e não foi usado para isso. Além disso, estão contratando servidores sem experiência pagando o dobro do que nos pagam ”, disse o presidente do Comando de Greve, Pedro Paulo de Chagas.

Outra questão levantada na coletiva foi a reivindicação da categoria, que é a gratificação, e não mais a hora plantão. “A reinvindicação principal é a gratificação. Nós já devolvemos a hora plantão, pedimos uma gratificação que toda secretaria tem. Algumas secretarias ganham gratificação de R$ 7.800, nós estamos pedindo humildemente para o nível fundamental R$ 1.330, R$ 1.780 para o nível médio e R$ 2.780 para o nível superior. E esse valor é negociável. Nós estamos fazendo proposta e contra-proposta, mas o governo nunca vem com nada, é só não e não. Ai fica difícil. Estamos 24h por dia disponível para negociação. Esse problema tem que cair direto nas mãos do governador”, completou Chagas.

Sobre a obrigatoriedade de cumprir o mínimo de 70% dos servidores trabalhando, o Comando de Greve disse que sem em dias comuns, em que não há greve, esse número é possível de ser cumprido. Se fosse, a saúde pública iria estar bem melhor, alega. Mesmo assim, eles sabem que com a greve quem mais sofre é a população.

“Nós temos a noção de que quem sofre com tudo isso é a população, mas quem tem o compromisso de manter a qualidade da Saúde é o governo. Parece que estamos vivendo em um Estado que não tem governo”, disse Chagas.

Texto e foto: Alanna Kern

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