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sábado, novembro 27, 2021
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Número atual de usuários de transporte coletivo na Capital é o mesmo de 2003, diz SETUF

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Número atual de usuários de transporte coletivo na Capital é o mesmo de 2003, diz SETUF

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Entre 2003 e 2012, o número de usuários do transporte coletivo de Florianópolis não mudou: cinco milhões e trezentas mil pessoas. Não houve crescimento proporcional ao crescimento da população. Ao mesmo tempo, no período aumentou em 30% o número de motoristas e cobradores e de ônibus nas ruas da Capital. As informações são de Valdir Gomes, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (SETUF), em entrevista à rádio CBN/Diário na manhã desta quinta-feira, 24.

Segundo Gomes, o que aconteceu nestes nove anos foi um pequeno aumento no número de usuários nas linhas que atendem a localidades do Sul e do Norte da Ilha de Santa Catarina, cujas tarifas hoje são mais baratas do que em 2003.

Por outro lado, defende o presidente do sindicato patronal, as linhas que circulam pelos núcleos mais urbanizados da Capital, como Centro da cidade, o Continente e bairros mais centrais, perderam passageiros ao longo dos anos.

Gomes explica esses dados pelo fato de Florianópolis apresentar uma péssima mobilidade urbana e pela falta de incentivos do Governo do Estado, que não reduz o ICMS para o óleo diesel, e do Governo Federal, que nos últimos anos tem feito esforços para colocar mais carros nas ruas com redução do IPI e aumento no prazo de pagamentos dos veículos particulares.

O presidente do SETUF diz ainda que em todos estes anos o sindicato tem feito pressão nas autoridades para que medidas mais estimulantes para o setor sejam tomadas, sem sucesso. Uma lei que diminuía a taxação de encargos sociais em cima da arrecadação das empresas chegou a ser aprovada no Congresso Nacional, mas foi vetada na presidência. Ele lamenta que a categoria dos motoristas e cobradores não se mobilize também por essas causas.

Gomes explica que o custo de mão de obra representa 45% do custo total no transporte coletivo, justamente por causa dos encargos sociais. Caso a reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte coletivo da Grande Florianópolis (Sintraturb), de reduzir a jornada de trabalho dos motoristas e cobradores de 6h40 para 6h diárias, seja atendida, argumenta Gomes, seria necessária a contratação de cerca de 200 pessoas para que o serviço continue como está atualmente, e isso acarretaria inevitavelmente em aumento no preço das passagens.

Prefeitura

Também em entrevista à rádio CBN/Diário na manhã desta quinta-feira, 23, o vice-prefeito e secretário municipal de Transportes, João Batista Nunes , afirmou que a Prefeitura já solicitou ao Ministério Público do Trabalho que intervenha na negociação entre os sindicatos e que está organizando uma força-tarefa para suprir com micro-ônibus a demanda das áreas mais populosas da cidade a partir de segunda-feira, 28.

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