Municípios aceleram modernização da iluminação pública no país
As ruas estão mais claras, os espaços públicos mais frequentados e a gestão da iluminação mais inteligente. Por trás dessa transformação, uma mudança tecnológica vem ganhando escala no Brasil: a substituição das antigas lâmpadas pela iluminação pública em LED.
O que começou como alternativa para reduzir custos virou estratégia de gestão urbana — com impactos diretos na segurança, na eficiência energética e no controle operacional das cidades.
Presença nacional
A empresa catarinense Quantum Engenharia ultrapassou, em dezembro de 2025, a marca de 513.491 pontos de iluminação pública administrados no Brasil, beneficiando cerca de 5,5 milhões de pessoas nas regiões Sul e Sudeste.
“O aumento da população e da malha urbana exige a ampliação contínua da iluminação pública. Trata-se de uma infraestrutura essencial, diretamente ligada à segurança, à mobilidade e à ocupação qualificada dos espaços urbanos”, afirma Jandir Ipiranga Jr., analista de qualidade da Quantum Engenharia.
Mas, na prática, o que está mudando?
6 fatores que explicam o avanço do LED
1. Mais visibilidade e uso dos espaços públicos
O LED proporciona maior fidelidade na reprodução de cores: mais de 70% de percepção, contra cerca de 20% das lâmpadas convencionais, ampliando a visibilidade noturna e incentivando o uso dos espaços urbanos no período da noite.
2. Aumento da segurança
Vias e espaços públicos bem iluminados ampliam a sensação de segurança. Pesquisa “Percepções sobre segurança das mulheres nos deslocamentos pela cidade” (Locomotiva e Instituto Patrícia Galvão, com apoio da ONU Mulheres e Uber) aponta que 66% das entrevistadas consideram melhorar a iluminação pública uma medida importante para aumentar a segurança nos espaços urbanos.
3. Economia de recursos públicos
As luminárias LED consomem até 60% menos energia elétrica e podem alcançar vida útil de até 90 mil horas, segundo o Ministério de Minas e Energia. Isso reduz gastos com energia e manutenção, liberando recursos para outras áreas do município.
4. Maior durabilidade
Com vida útil que pode chegar a 11 anos, o LED apresenta maior resistência a variações climáticas, descargas elétricas e vibrações, diminuindo a necessidade de reposições frequentes e reduzindo a geração de resíduos.
5. Gestão inteligente
A tecnologia LED permite a implantação de sistemas de monitoramento remoto por meio de Centros de Controle Operacional (CCO), com identificação automática de falhas e gestão mais ágil das manutenções.
Em Ribeirão das Neves (MG), a modernização transformou o sistema de iluminação pública. O município saiu de 26.512 pontos cadastrados para mais de 32 mil pontos 100% em LED. Ao longo do processo, foram substituídas 27.803 luminárias e realizadas mais de 47,5 mil ordens de atendimento.
“Mais do que substituir luminárias, a modernização trouxe um novo padrão de gestão para a cidade, com eficiência energética, controle operacional e melhoria real na percepção de segurança da população”, destaca Jociane Almeida, gerente do Consórcio IP Minas.
6. Sustentabilidade e alinhamento às práticas ESG
As luminárias LED possuem cerca de 98% de componentes recicláveis e não contêm mercúrio. A modernização contribui para a redução de emissões e para a adoção de boas práticas ambientais, sociais e de governança.–






