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Grupo Elora oferece estudos clínicos com participação sem custo para pacientes elegíveis e terá em breve uma nova pesquisa voltada ao câncer de mama.

O Outubro Rosa, movimento dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, também abre espaço para discutir os avanços da ciência e as possibilidades que a pesquisa clínica oferece no desenvolvimento de novos tratamentos. Em Florianópolis, o Grupo Elora, instituição que atua nas áreas de pesquisa, ensino e acolhimento em oncologia e hematologia, aproveita o período para ampliar a conversa sobre o futuro do cuidado com o câncer, os avanços da medicina e as oportunidades de participação em estudos clínicos.

No Grupo Elora, pacientes que atendem aos critérios de elegibilidade dos estudos podem participar de pesquisas clínicas sem custo relacionado às intervenções previstas nos respectivos protocolos, conforme as condições estabelecidas em cada pesquisa. A possibilidade de participação depende de avaliação médica, análise dos critérios de inclusão e exclusão e orientação da equipe responsável.

Atualmente, a instituição mantém estudos clínicos com recrutamento aberto em diferentes tipos de câncer, incluindo tumores de próstata, pulmão, colorretal, ovário e endométrio, além de doenças hematológicas, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. O Grupo Elora também está em fase de preparação para a abertura de um novo estudo voltado ao câncer de mama.

Câncer de mama: por que o tratamento é cada vez mais personalizado

A médica oncologista e pesquisadora do Grupo Elora, Dra. Regina Leal, explica que o câncer de mama não é uma doença única. A identificação das características biológicas de cada tumor, por meio de exames como a imunohistoquímica e, quando indicados, painéis de avaliação molecular, contribui para a definição da estratégia terapêutica.

“Quando falamos em câncer de mama, é importante entender que estamos falando de diferentes doenças. Duas mulheres podem ter a mesma idade e tumores com tamanhos semelhantes, mas apresentar características biológicas completamente diferentes. Uma pode ter um tumor hormônio positivo, outra pode apresentar uma alteração relacionada à proteína HER2, enquanto uma terceira pode ter um câncer de mama triplo negativo. Essas diferenças são identificadas por meio da avaliação anatomopatológica, da imunohistoquímica e, em situações específicas, de exames moleculares. E cada uma delas pode precisar de um tratamento diferente. É isso que chamamos de medicina personalizada: compreender as características da doença e da paciente para definir a estratégia terapêutica mais adequada”, explica a médica.

Segundo a oncologista, a evolução do conhecimento sobre os subtipos do câncer de mama e o desenvolvimento de novas terapias têm ampliado as possibilidades de tratamento em diferentes cenários da doença. A escolha terapêutica considera as características do tumor, o estágio do diagnóstico e as condições clínicas de cada paciente.

A pesquisa clínica integra esse processo ao investigar novas abordagens e produzir evidências que podem contribuir para a evolução da prática médica. No Grupo Elora, a preparação para a abertura de um novo estudo voltado ao câncer de mama amplia a atuação da instituição nessa área, que já conta com uma estrutura dedicada à pesquisa em diferentes tipos de câncer e doenças hematológicas.

Para a presidente do Grupo Elora, Dra. Lucilda Cerqueira Lima, a pesquisa clínica representa uma etapa fundamental na construção de novas possibilidades de tratamento e na aproximação entre o conhecimento científico e as necessidades dos pacientes.

“A esperança também se constrói com ciência. Cada avanço no tratamento do câncer é resultado de uma trajetória que envolve pesquisa, conhecimento, dedicação de profissionais e participação de pacientes. A pesquisa clínica nos permite investigar novas possibilidades terapêuticas com responsabilidade e rigor científico, sempre colocando a pessoa no centro do cuidado. É um trabalho que exige compromisso com a ciência, mas também com a esperança de quem enfrenta uma doença e busca novas oportunidades de tratamento”, afirma a médica oncologista.

Os estudos clínicos seguem protocolos específicos e contam com critérios de elegibilidade definidos para cada pesquisa. Para os pacientes que atendem às condições previstas, a participação pode representar uma possibilidade de acesso a tratamentos em investigação, conforme as regras do protocolo e a avaliação da equipe responsável. A cobertura de custos e as condições de participação devem ser verificadas individualmente, de acordo com cada estudo.

No Grupo Elora, a pesquisa clínica contempla diferentes tipos de câncer e doenças hematológicas, com protocolos que investigam novas terapias e estratégias de tratamento. A instituição também trabalha para ampliar o acesso a informações qualificadas sobre a pesquisa e orientar pacientes e familiares sobre as possibilidades existentes, respeitando os critérios científicos e médicos de cada protocolo.

Sobre o Grupo Elora

Com 26 anos de atuação, o Grupo Elora desenvolve atividades de pesquisa clínica, ensino e acolhimento, buscando contribuir para o avanço do conhecimento na área do câncer e para a formação de profissionais da saúde.

Ao aproximar ciência, profissionais de saúde e pacientes, a instituição reforça o compromisso com uma assistência que valoriza o conhecimento científico, a responsabilidade na pesquisa e o cuidado humanizado.

Saiba mais: https://grupoelora.org.br/