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sexta-feira, outubro 22, 2021
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Pesquisa da Fecomércio aponta baixa na intenção de consumo das famílias catarinenses

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Pesquisa da Fecomércio aponta baixa na intenção de consumo das famílias catarinenses

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 A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias catarinenses da Fecomércio SC, no mês de novembro, apresentou queda tanto na comparação mensal (-0,4%) quanto na anual (-3,2%), mas, mesmo assim, o índice se manteve em patamar elevado, com 133,2 pontos. No entanto, a oferta de crédito restrita, os juros elevados e o menor crescimento da renda real impedem um maior crescimento das vendas no comércio. Clique aqui para ver o relatório completo. 

Para o Natal deste ano, a manutenção dos valores absolutos acima dos 100 pontos (que marca o limite entre o pessimismo e o otimismo numa escala de 0 a 200) indica que as famílias ainda estão dispostas a manter um nível de consumo semelhante ao dos anos anteriores. O panorama econômico, porém, ainda é desfavorável e, por isso. é fundamental ao empresário do comércio investir em promoções e diversificar as formas de venda.

De acordo com a pesquisa, a confiança em relação à renda atual caiu -1,2%, na comparação mensal, e teve alta de 1,7%, na comparação anual. Os dados refletem o crescimento reduzido da renda real do trabalhador, que cresceu apenas 0,1% no último mês, segundo dados do IBGE. Já as expectativas sobre o consumo atual subiram 0,7%, na variação mensal, e 0,5% na comparação anual. O nível de emprego entre outubro e novembro caiu -1,5%, porém, na comparação anual, teve alta de 1,0%. Os índices, em ordem decrescente, são: renda atual com 166,0 pontos, emprego atual com 141,6 pontos e, por fim, nível de consumo atual com 113,1 pontos.

O indicador de perspectiva profissional apresentou uma alta de 0,5% na comparação mensal, mas a base de comparação é baixa. Na análise anual caiu -4,9%.Em termos absolutos, o índice ficou 94,7 pontos, o que significa que os catarinenses estão pessimistas em relação à sua perspectiva profissional, uma impressão respaldada pela redução das vagas registrada no mês anterior.

O acesso ao crédito, em termos mensais, apresentou uma queda de -2,2%. Na comparação anual, outra queda de -0,8%. O resultado negativo no mês revela que as condições de pagamento estão debilitadas, devido às altas taxas de juros e ao elevado comprometimento da renda com dívidas. Porém, em termos absolutos, o índice ainda é alto, com 143,3 pontos.

A perspectiva de consumo das famílias catarinenses cresceu 0,8% entre outubro e novembro. Na comparação anual, houve acentuada queda de -13,3%. O indicador teve como pontuação o valor de 121,1 pontos. A forte queda anual pode ser explicada pelo aumento da inflação no último mês e pelo crescimento reduzido da renda.

O momento para duráveis subiu em 1,1% entre outubro e novembro. No contexto anual, o indicador registrou queda de -6,7%. A alta do índice na comparação mensal pode indicar que as famílias ainda pretendem manter certo patamar de consumo condizente com anos anteriores, apesar do cenário econômico desfavorável. Em termos absolutos, o momento para duráveis encontra-se em patamares muito positivos, com 152,8 pontos, o que revela uma percepção otimista dos catarinenses.

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