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quarta-feira, outubro 27, 2021
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Plano de Cultura de Florianópolis pode ser votado em maio pela Câmara de Vereadores

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Plano de Cultura de Florianópolis pode ser votado em maio pela Câmara de Vereadores

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Uma audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores da Capital na semana passada selou o destino do Projeto de Lei nº 15.898 de 2014, de autoria do Executivo, que institui o Plano Municipal de Cultura de Florianópolis. Com mais de 40 páginas, o documento estabelece 24 metas a serem alcançadas pelo município nos próximos dez anos, a partir da execução de 79 ações. Por consenso entre os participantes do encontro ficou acordado que a proposta terá tramitação acelerada para entrar em votação nos próximos dias, respeitando o projeto original enviado pelo prefeito Cesar Souza Jr.

A proposta do Plano de Cultura de Florianópolis foi encaminhada à Câmara de Vereadores em junho de 2014. Atualmente, a matéria está em análise pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto, presidida pelo vereador Guilherme Botelho, que coordenou a audiência pública sobre o PL nº 15.898/2014. Nos próximos dias, o projeto será remetido para análise da última comissão, a de Orçamento, Finanças e Tributação, onde poderá ter trâmite mais ágil a fim de viabilizar que a proposta entre na pauta de votação em maio. 

CPF da Cultura

 O Plano de Cultura de Florianópolis fundamenta, propõe e estabelece a execução de políticas municipais por meio de diretrizes, ações e metas que devem ser alcançadas até 2023, e revistas a cada dois anos. Junto com o Conselho de Política Cultural e o Fundo Municipal de Cultura, ele completa a base do Sistema Municipal de Cultura.

Com a implantação dos componentes que constituem o “CPF da Cultura” (conselho, plano e fundo), conforme denominação do próprio Ministério da Cultura, a capital catarinense passa a cumprir os principais compromissos pactuados junto ao Sistema Nacional de Cultura. “É um plano construído a muitas mãos, ao longo de alguns anos”, destacou o presidente do Conselho, Francisco do Valle Pereira, que fez uma retrospectiva do processo iniciado em 2010.

Nesse período, o projeto foi discutido e elaborado em reuniões do Conselho de Cultura e em mais de 30 encontros setoriais e comunitários. O Plano também passou pelo crivo de equipes da Fundação Franklin Cascaes e do Ministério da Cultura em outra série de reuniões de trabalho. Por fim, a proposta norteou os debates da terceira Conferência Municipal de Cultura, convocada em 2012 para discussão do tema. Depois de outras etapas em 2013, a minuta do plano foi entregue pelo secretário Luiz Moukarzel para avaliação do prefeito Cesar Souza Junior, que remeteu o projeto à Câmara de Vereadores sem modificações.

 Ações e metas

 Algumas das 79 ações contidas no documento, mesmo tendo prazo de implantação até 2017, já estão sendo executadas. Entre as medidas, destaca-se a criação de plataforma tecnológica para coleta de dados e formalização dos cadastros do Sistema Municipal de Indicadores e Informações Culturais (IdCult  Floripa) e a criação de uma secretaria exclusiva para a área cultural. Além dessas ações, realizadas com a reforma administrativa em 2013, também foi feita a transferência da gestão do Arquivo Histórico para a Secretaria de Cultura de Florianópolis.

Visando a acompanhar o cumprimento das 24 metas propostas no Plano de Cultura, o Município deverá criar mecanismos de monitoramento e avaliação, assim como fontes de aferição compostas por relatórios e atas. Deve também fazer coleta de dados quanto à presença de público em eventos, gratuidade em atividades culturais, número de editais lançados, volume de recursos liberados, entre outras informações qualitativas e quantitativas. Todo o processo de implantação e execução do Plano será acompanhado pela SeCult, com apoio do Conselho Municipal de Política Cultural e de uma comissão a ser nomeada pelo prefeito Cesar Souza Junior.

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