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sábado, agosto 13, 2022
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Praia da Daniela pode mudar de nome

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Praia da Daniela pode mudar de nome

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Conselho Comunitário quer que a praia passe a ser chamada de Pontal do Jurerê

Por mais trivial que possa parecer, o nome de uma localidade tem grande importância para a identidade cultural e tradições de sua comunidade. Uma discussão surgiu no sentido de mudar o nome da Praia da Daniela para Pontal do Jurerê, a denominação geográfica e tradicional da região. Tanto que, no último trimestre do ano passado, o Conselho Comunitário da Daniela convocou Assembléia Geral Extraordinária na sua sede e aprovou mudança no estatuto da entidade que incluiu alterar seu nome para Conselho Comunitário Pontal do Jurerê e ainda passou a adotar a sigla CCPontal, em substituição à antiga CCDal. Segundo o conselho informa em seu informativo, “A Voz do Portal”, que também teve seu nome mudado para se ajustar à nova proposta, esse é o nome que consta inclusive nas escrituras públicas de compra e venda de terrenos no local.

Segundo a entidade explica, o nome Daniela vem do Loteamento Balneário Daniela, localizado na região, que ganhou essa denominação no início dos anos 70 em homenagem a uma das netas do empreendedor imobiliário. Mas, oomo a publicação aponta, mesmo nas escrituras de lotes vendidas pela firma responsável pelo empreendimento, a localidade é descrita como Pontal do Jurerê, situado no distrito de Canasvieiras. Além disso, defende a entidade, se novos empreendimentos do mesmo gênero, com outros nomes, fossem edificados no local, estariam da mesma forma localizados no Pontal do Jurerê. “O que desejamos com a proposta, aprovada por unanimidade pela atual diretoria, depois pela assembléia geral e que tem merecido acolhida simpática de parte dos moradores, é a retomada do nome”, informa o conselho.

Não é a primeira vez que existe uma questão desse gênero na capital. O próprio nome da cidade foi alvo de um movimento que pretendia mudá-lo de Florianópolis para sua antiga denominação Desterro. A justificativa era a questão histórica, pois o nome atual vem do ex-presidente do Brasil Floriano Peixoto, que ordenou o massacre de cerca de 200 pessoas, ocorrido na Fortaleza do Anhatomirim, durante a Revolução Federalista no final do século 19. Chegou a ser criado um comitê na Câmara de Vereadores para discutir o lançamento de um plebiscito sobre o assunto, mas a proposta não foi adiante.

Por Alexandre Winck

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