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sábado, setembro 25, 2021
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Proibido o cultivo e comercialização de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões na Caieira da Barra do Sul

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Proibido o cultivo e comercialização de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões na Caieira da Barra do Sul

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A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca interditou nesta terça-feira, 30, os cultivos de moluscos bivalves da localidade de Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis, após exames detectarem a presença da toxina diarréica (DSP) naquela área. A Capital tem duas localidades interditadas, Caieira da Barra do Sul e Santo Antonio de Lisboa, ficando assim proibida a retirada, a comercialização e o consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões dessas áreas de cultivo. As informações são da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, ressalta que a interdição é uma maneira de assegurar a saúde pública, já que o consumo de moluscos contaminados pode causar um quadro de intoxicação alimentar. A Secretaria da Agricultura e da Pesca, através da Epagri e da Cidasc, incentiva a organização do setor produtivo do Estado, apoiando sua formalização e a implantação da inspeção sanitária municipal, estadual ou federal de modo a oferecer garantias sanitárias aos consumidores.

Para que Santo Antonio de Lisboa e Caieira da Barra do Sul sejam desinterditadas serão necessários dois exames laboratoriais consecutivos com laudos negativos para a presença da toxina nos moluscos. Nesta terça-feira foi divulgado o primeiro resultado negativo nos cultivos de Santo Antônio de Lisboa. Novas amostras serão coletadas nesta quarta-feira, 1º de outubro, com resultados previsto para quinta-feira, 2.

A toxina diarréica é produzida por espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dinophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. Os sintomas causados pela DSP são náusea, vômito, diarreia e dores abdominais, que se manifestam em poucas horas após a ingestão de moluscos contaminados. A recuperação do paciente se dá entre dois e três dias.

Interdição Preventiva

No dia 22 de agosto, a Secretaria da Agricultura declarou a interdição preventiva das áreas de cultivo de ostras e mexilhões em Santa Catarina, devido à possível presença de toxinas que causam intoxicação alimentar. Foi comprovada a contaminação nas localidades de Paulas, em São Francisco do Sul; de Ganchos de Fora, em Governador Celso Ramos, e no município de Porto Belo. A interdição de todo o Litoral catarinense foi feita para preservar a saúde pública, já que existia a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves estar ocorrendo de forma generalizada.

No dia 30 de agosto, a Secretaria suspendeu a interdição preventiva das áreas de cultivo de ostras e mexilhões em SC, permanecendo interditadas apenas as áreas de Porto Belo. No dia 4 de setembro, a interdição se estendeu também para Governador Celso Ramos. Porto Belo teve seus cultivos de moluscos desinterditados no dia 12 deste mês e no dia 19 foram novamente interditados. As áreas de cultivo de Balneário Camboriú permaneceram interditadas do dia 23 a 26 desde mês.

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