Uma comitiva técnica da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina (SCTI) esteve em São Paulo nesta quarta-feira (21) para uma agenda de intercâmbio com o governo paulista sobre governança digital, inteligência artificial (IA) e cibersegurança. O ponto alto foi a visita à Prodesp, a empresa pública de processamento de dados do Estado de São Paulo, onde os catarinenses conheceram o data center e o Centro de Operações de Segurança (SOC).
A missão reuniu o diretor de Governança Digital, Tecnologia e Dados da SCTI, André Salustiano; o diretor de Inteligência Artificial, Ramicés dos Santos Silva; e a encarregada de dados, Tanara Rogowski dos Santos.
Com quem a comitiva catarinense se reuniu em São Paulo?
O primeiro encontro foi com o secretário executivo da Secretaria da Justiça e Cidadania, Fraide Barrêto Sales, numa conversa sobre o cenário nacional, os desafios dos estados e o fortalecimento da gestão pública diante da transformação digital. Em seguida, a comitiva se reuniu com o subsecretário de Governo Digital, João Rodrigues da Silva Filho, e com a diretora Juliana Planck Vaz para trocar experiências sobre estratégias de governo digital, modelos de governança e a ligação entre a formulação de políticas públicas e a execução prática.
O que Santa Catarina viu na Prodesp?
Na Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), responsável pelas soluções de tecnologia, infraestrutura e inovação digital do governo paulista, os diretores acompanharam em detalhes a infraestrutura de data center e o funcionamento do SOC, o centro que monitora a segurança dos sistemas do governo.
“Essas trocas ampliam nossas referências sobre diferentes modelos de governança e estratégias de sustentação tecnológica. Para Santa Catarina, representam uma oportunidade de qualificar o planejamento e as decisões estruturantes, especialmente em segurança da informação, cibersegurança e continuidade dos serviços digitais. A cooperação entre estados contribui para antecipar desafios e fortalecer capacidades institucionais que precisam ser construídas com uma perspectiva de longo prazo”, afirma André Salustiano.
Para Ramicés dos Santos Silva, o modelo paulista de segurança cibernética mostra um bom nível de maturidade no setor público. “O grande diferencial está na capacidade de integrar dados de acesso à análise comportamental dos sistemas de governo, permitindo antecipar e conter ameaças em uma operação ininterrupta, 24 horas por dia, sete dias por semana. Além da alta especialização técnica na gestão de vulnerabilidades, o modelo paulista se destaca pelo arranjo institucional: uma camada de governança liderada pela Secretaria de Gestão e Governo Digital combinada à execução operacional da Prodesp”, pontua.
O que cada estado ganha com o intercâmbio?
Segundo o diretor de IA da SCTI, a troca é vantajosa para os dois lados: Santa Catarina tem avanços na consolidação da governança e da inteligência artificial como plataforma de serviços, enquanto São Paulo traz casos consolidados de aceleração na contratação de projetos e de resiliência de infraestrutura.
A agenda se soma a outras frentes recentes do Estado na área digital, como a indicação do SC Fácil como finalista do Prêmio iBest 2026 e a 8ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Em resumo
- A SCTI levou uma comitiva técnica a São Paulo na quarta-feira (21) para discutir governança digital, IA e cibersegurança.
- Os catarinenses se reuniram com a Secretaria da Justiça e Cidadania e com a Subsecretaria de Governo Digital paulistas.
- Na Prodesp, conheceram o data center e o Centro de Operações de Segurança, que funciona 24 horas por dia.
- Santa Catarina compartilhou sua experiência com IA como plataforma de serviços; São Paulo, a de contratações ágeis e infraestrutura resiliente.
Com informações da Assessoria de Comunicação da SCTI.



