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domingo, novembro 28, 2021
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Ser Negro no Brasil é o tema do DocBrasil na Fundação Cultural Badesc

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Ser Negro no Brasil é o tema do DocBrasil na Fundação Cultural Badesc

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O projeto DocBrasil do cineclube da Fundação Badesc apresenta este mês o tema Ser Negro no Brasil. Com curadoria do cineasta José Rafael Mamigonian, serão exibidos seis filmes nos dia 6, 7, 13 e 14 maio.

São curtas e longas que abordam a história, a cultura e os desafios que o povo de origem afro-brasileira encontra em nosso país. Um introdutório – mas representativo – recorte da produção documental brasileira, em filmes de diferentes estéticas, abordagens e vertentes de pensamento, mas cujo tema comum principal é a “questão racial” no Brasil.

PROGRAMAÇÃO

Dia 6 de maio, quinta feira às 19h

Minoria Absoluta

direção: Arthur Autran, SP, 1995, 13 minutos

Intelectuais negros discorrem sobre temas como a posição do negro na Universidade, a relação entre cultura negra e cultura acadêmica, a opção pela negritude, as dificuldades na divulgação da produção intelectual do negro e outros. Depoimentos de Dulce Pereira, Clóvis Moura, Fernando Conceição, Emanoel Araújo e Milton Santos.

A Negação do Brasil

direção: Joel Zito Araújo, RJ, 2000, 91 minutos

Tabus, preconceitos e estereótipos raciais são discutidos a partir da história das lutas dos atores negros pelo reconhecimento de sua importância na história da telenovela, o produto de maior audiência no horário nobre da TV brasileira. O diretor, baseado em suas memórias e em pesquisas, analisa as influências das telenovelas nos processos de identidade étnica dos afro-brasileiros.

Dia 7 de maio, sexta feira às 19h

O Fio da Memória

direção: Eduardo Coutinho, RJ, 1991, 115 minutos

O filme procura condensar, em personagens e situações do presente, a experiência negra no Brasil a partir de dois eixos: as criações do imaginário, sobretudo na religião e na música, e a realidade do racismo, responsável pela perda de identidade étnica e pela marginalização de boa parte dos brasileiros de origem africana.

Dia 13 de maio, quinta feira às 19h

Carolina

direção: Jeferson De, SP, 2003, 15 minutos

Brasil. Final dos anos 50. Carolina de Jesus escreve seu diário. Dentro de seu barraco ela denuncia a fome, o preconceito e a miséria. Publicada, torna-se um sucesso editorial, sendo editada em 13 línguas. Apesar do reconhecimento imediato e explosivo, a “exótica” mulher negra e ex-favelada falece pobre. Passadas algumas décadas, as palavras de Carolina continuam a ser uma denúncia contra a miséria em que se encontram milhões de pessoas.

Aqui Favela – O Rap Representa

direção: Júnia Torres e Rodrigo Siqueira, MG, 2003, 82 minutos

Uma viagem pelos caminhos por onde se constrói o movimento hip-hop em São Paulo e Belo Horizonte. O filme apresenta jovens desconhecidos que integram o movimento e algumas de suas principais expressões como Thaíde e Mano Brown, além de África Bannbaataa, Nelson Triunfo, Lady Rap, Shyrlane e outros. Eles têm em comum o esforço para fortalecer suas identidades, a revalorização de aspectos culturais africanos, a recuperação da auto-estima e a compreensão da complexidade social através das manifestações culturais criadas nas favelas e periferias.

Dia 14 de maio, sexta feira às 19h

Preto e Branco

direção: Carlos Nader, SP, 2004, 73 minutos

Documentário sobre relações raciais entre cidadãos comuns da cidade de São Paulo. De estrutura episódica, o filme contém quatro curtas sobre uma história de 500 anos. E apresenta uma questão pouco discutida nas telas. Por um lado, o modelo racial brasileiro tem sido historicamente considerado uma solução original para eterna intolerância étnica no planeta. Por outro lado, é também considerado uma farsa que visa esconder o abismo social entre brancos e não-brancos. Afinal, a idéia de que o Brasil é um país onde as raças co-existem e se fundem em harmonia é um mito hipócrita ou é uma grande esperança para o futuro da convivência humana?

O QUÊ: DocBrasil – Ciclo de documentários “Ser Negro no Brasil”.

QUANDO: dias 6, 7, 13, 14 de maio (quintas e sextas-feiras), às 19 horas.

ONDE: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone (48) 3224-8846.

QUANTO: Entrada franca.

CONTATO – Curadoria e mediação
José Rafael Mamigonian
(48) 3222-7238, 9914-1979

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