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quinta-feira, junho 20, 2024
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Setembro é Mês da Filantropia Comunitária: movimento nacional conscientiza para fortalecimento e fomento de práticas sociais nas comunidades

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Setembro é Mês da Filantropia Comunitária: movimento nacional conscientiza para fortalecimento e fomento de práticas sociais nas comunidades

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Durante o mês, ICOM chama atenção para a importância das organizações e grupos locais na transformação social de territórios vulneráveis da Grande Florianópolis

Setembro ficará marcado permanentemente no calendário nacional como o Mês da Filantropia Comunitária. O objetivo do movimento é debater, visibilizar e fomentar práticas para a transformação social e fortalecimento da sociedade civil e da democracia. Em Santa Catarina, a iniciativa é do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM).

Segundo o gerente-executivo do ICOM, Willian Narzetti, incluir a data no calendário brasileiro é uma forma de desmistificar o termo filantropia comunitária, além de trazer a sociedade para o debate. “Filantropia não é o ato de fazer doações esporádicas e superficiais, nem pode ser confundida com assistencialismo. Trata-se de fortalecer ações que promovam a transformação socioeconômica de comunidades, além de garantir acesso integral a direitos. Também significa entender os desafios da comunidade do entorno e fortalecer atores que já atuam nesses locais”, explica. 

A filantropia comunitária é uma estratégia baseada no reconhecimento e na valorização do papel das comunidades locais, das suas lideranças e dos seus ativos na execução de ações coletivas voltadas para alcançar o desenvolvimento socioeconômico.

O Mês da Filantropia Comunitária foi idealizado a partir do Seminário de 10 anos da Rede Comuá, criada para agregar iniciativas que mobilizam recursos de fontes diversificadas para apoiar grupos, coletivos, movimentos e organizações da sociedade civil. O ICOM integra a rede e será responsável pelas ações na Grande Florianópolis.

Territórios vulneráveis precisam de atenção

Narzetti chama atenção para a necessidade de abordar o tema em Florianópolis, ainda que apresente um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as capitais brasileiras e outros indicadores de destaque. Segundo ele, iniciativas públicas e privadas devem ter consciência que a região da Grande Florianópolis tem territórios em situação de vulnerabilidade. Portanto, esses atores têm responsabilidade na solução de demandas que dependem de investimentos para o desenvolvimento social. 

“Indicadores médios, muitas vezes, podem mascarar essa grande questão. Portanto, é preciso discutir que há territórios vulneráveis que precisam de atenção especial. E essas áreas precisam de políticas públicas e de investimento social privado para fortalecer as organizações que já atuam nesses espaços”, completa. 

Em quase 18 anos de atuação, o ICOM é referência na produção de conhecimento sobre a atuação de organizações da sociedade civil e sobre territórios onde há maior necessidade de políticas públicas e investimento da iniciativa privada para a promoção de justiça social. 

Um exemplo é o Painel Sinais Vitais, ferramenta que integra diagnósticos sociais e monitora o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas na Grande Florianópolis. 

Entre os indicadores, o painel mapeou que o número de pessoas cadastradas no CadÚnico em Florianópolis está em crescimento desde 2015. O Cadastro Único é o sistema criado pelo Governo Federal para reunir dados da população de baixa renda do país. Em dezembro de 2015, haviam 21.438 pessoas cadastradas. Em agosto de 2021, o número era de 38.817, crescimento aproximado de 80%

Sobre o ICOM

O Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos e de interesse público, que desde 2005 promove desenvolvimento comunitário em Santa Catarina. A organização sonha que todas as pessoas possam viver em comunidades sem violência, preconceitos e injustiças. O ICOM acredita que a sociedade civil organizada apresenta caminhos possíveis para fortalecer a democracia e alcançar esse ideal. Por isso, a atuação é orientada por três eixos estratégicos:

  • Conhecimento e articulação da comunidade: o ICOM pesquisa e conhece os avanços e desafios locais e pode influenciar políticas públicas, subsidiar a atuação da sociedade civil organizada e orientar o investimento social privado;
  • Estímulo ao investimento social: o ICOM estimula que pessoas e empresas conheçam, se envolvam e doem para causas de interesse público;
  • Fortalecimento da sociedade civil organizada: o ICOM fortalece organizações, grupos e movimentos para que sejam cada vez mais autônomos e capazes de lutar por direitos e coproduzir o bem público.
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