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sexta-feira, outubro 22, 2021
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Setor de serviços em Santa Catarina cresce quase o dobro da média nacional em julho

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Setor de serviços em Santa Catarina cresce quase o dobro da média nacional em julho

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Em julho, o setor de serviços registrou no Brasil um crescimento nominal de 4,6% na comparação com igual mês do ano anterior, inferior às taxas observadas em junho (5,8%) e maio (6,6%), de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviço divulgada na terça-feira, dia 16, pelo IBGE. Este resultado é o menor desde o início da série.

Em Santa Catarina, a receita cresceu 8,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 12 meses, a receita ficou em 10,9%. Nos serviços prestados à família, o crescimento catarinense acumulado em 12 meses foi de 9,9%; serviços de informação e comunicação, 11,9%; serviços profissionais, administrativos e complementares, 11,8%; Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, 9,6%; e outros serviços, 14,8%.

No Brasil, os serviços prestados às famílias registraram crescimento de 5,4%; os serviços de informação e comunicação, de 2,1%; os serviços profissionais, administrativos e complementares, de 7%; transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, de 4,6%; e outros serviços, de 8,3%. O crescimento nominal acumulado no ano e o acumulado em 12 meses foram 7% e 7,6% respectivamente, também as menores taxas na série.

A principal contribuição no resultado do mês de julho foi a de serviços de informação e comunicação, que variou 2,1%, contra 5,7% em junho e 4,4% em maio. O segundo maior impacto foi registrado pelos transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, que apresentou variação de 4,6% em julho, enquanto em junho foi de 4,7% e em maio de 7,5%.

Desaceleração

O setor de serviços sofre os impactos da desaceleração do comércio (que caiu -1,1% em julho) e da indústria, que no acumulado de 2014 recuou -2,8% no Brasil e -1,8% em Santa Catarina, segundo dados do IBGE. A atividade industrial do país anda junto com o setor de serviços. Ademais, no caso específico dos segmentos transporte terrestre e transporte aéreo, as taxas de julho e junho inferiores a maio decorrem da redução dos dias úteis, comparado com o mesmo mês do ano anterior, em função dos feriados do evento da Copa do Mundo de Futebol. Esse evento gerou, para o transporte terrestre, em especial para o transporte de cargas, uma demanda desaquecida por parte de outros setores da economia e, para o transporte aéreo, uma redução no turismo de negócios.

O resultado do mês de julho também chama atenção para o fato de já ser o quinto mês consecutivo que o faturamento cresce abaixo da inflação do setor no país (em Santa Catarina as duas variáveis ainda andam no mesmo patamar). Em julho, o IPCA dos serviços foi de 8,45% no acumulado do ano. Esse descolamento é uma resposta à desaceleração da produção do país, que se intensificou no segundo trimestre, quando o Produto Interno Bruto (PIB) de serviços encolheu 0,5% na comparação com o trimestre anterior.

A inflação tem perspectiva de perder força nos próximos meses, entretanto isso deve ser relativizado, haja vista que os mesmos fatores que farão os preços cair agem para reduzir o faturamento. A estagnação do mercado de trabalho e do nível de renda poderão deprimir o consumo das famílias. Isso vai afetar o núcleo que está crescendo com mais força atualmente, aquele composto pelo faturamento das empresas que prestam serviços às famílias.

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