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quinta-feira, setembro 23, 2021
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Simpósio discute Imigração e Cultura Alemã em Florianópolis

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Simpósio discute Imigração e Cultura Alemã em Florianópolis

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Estudiosos e pesquisadores se reúnem nos dias 7 e 8 de maio em palestras e debates sobre assuntos relacionados à cultura alemã

A Capital recebe nos próximos dias 7 e 8 o 3º Simpósio sobre Imigração e Cultura Alemãs na Grande Florianópolis. O encontro vai reunir centenas de estudiosos e pesquisadores que tem paixão em estudar os costumes e a história alemã sob diferentes diretrizes no auditório do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. O evento integra o programa de comemorações dos 180 anos da imigração alemã em Santa Catarina com a apoio da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte.

Promovido pelo Instituto Carl Hoepcke, o Simpósio é aberto à participação da comunidade que tem interesse pelo tema. Os conferencistas são estudiosos de diferentes áreas que pesquisam a cultura e história alemã. De acordo com a presidente do Instituto, Annita Hoepcke, em duas edições o encontro reuniu centenas de participantes. “Procuramos destacar assuntos que interessam aqueles que se dedicam ao estudo da imigração alemã em todo o território catarinense, e não somente nele. Com isso, conseguimos grande público e, o mais importante, a duplicação de conhecimento,” afirma Annita.

O encontro deste ano irá discutir temas regionais, estaduais, nacionais e internacionais sobre o imigrante alemão e sua relação com o meio onde foi inserido. A abertura do ciclo de palestra será com o jornalista Moacir Pereira, que falará sobre A Imprensa de Língua Alemã e o Desenvolvimento de Santa Catarina. Ao longo do primeiro dia também serão apresentados estudos sobre Educação para Empregabilidade, com Paulo Bauer; O Imigrante e a Floresta, apresentada por Manoel P.R. Teixeira dos Santos; e O Cinema Alemão, discutido a partir dos estudos de Gilberto Gerlach. Neste dia, os participantes também poderão assistir a exibição de filmes alemães, que relatam parte das histórias vividas pelos imigrantes.

Já no segundo dia, o destaque é para a palestra sobre A Imigração Alemã e a Mulher, de Maria Luiza Renaux. Foi desse programa e especialmente dessa palestra que o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina pinçou para a realização do Concurso de Redação, que tem como tema o título da discussão. São esperados professores de escolas da Grande Florianópolis, que posteriormente passarão para os alunos o conteúdo discutido. Além dessa, serão apresentados palestras com os temas Os nós de uma estrada: a imigração alemã na grande Florianópolis, por Adelson André Brüggemann; Os cemitérios de imigrantes alemães na região da Grande Florianópolis, estudo da pesquisadora Elisiana Trilha Castro; Memorialistas da Imigração Alemã, por Hilda Agnes Hübner Flores, e As Danças e o Folclore alemão, de Denise Kleine. Neste dia também será exibido o documentário Sem Palavras, que apresenta a perseguição dos alemães de Santa Catarina durante a Segunda Guerra, e que também faz parte das comemorações pelos 180 anos da Imigração Alemã em Santa Catarina.

Para o secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, um Simpósio como este agrega muitos valores para a comunidade. “A apresentação de diferentes assuntos relacionados aos alemães fortalece os traços históricos e culturais de um povo que ajudou a construir nosso Estado. Esse é mais um projeto destaque dentro das comemorações deste ano”, finaliza Knaesel.

Instituto Carl Hoepcke

O Instituto foi criado em Florianópolis pelas bisnetas do grande empresário Carl Hoepcke em 2004 e tem, entre seus objetivos o estudo e a preservação do patrimônio cultural ligado à memória de Hoepcke, o estruturador da industrialização, do comércio e do desenvolvimento catarinense e ao cenário onde se inseriu, incluindo aí a imigração alemã como um todo.

Para alcançar seus objetivos, o Instituto Carl Hoepck (ICH) adotou como estratégia de ação, entre outras atividades a realização de eventos de estudos sobre a imigração alemã em seu contexto mais amplo. Antes mesmo de completar seu primeiro ano de existência o ICH realizou, em maio de 2005, o I Simpósio sobre imigração e cultura alemãs na Grande Florianópolis. Do sucesso do evento decorreu a reivindicação que, também em cidades fora da capital, se realizasse algo semelhante.

Em decorrência desse pedido, em 2006 foi realizado o I Encontro de estudos sobre a Imigração Alemã: os Vales dos Rios Braço do Norte e Capivari, na cidade de São Ludgero, com maciça participação da comunidade em seus diversos segmentos. No encerramento foi solicitado oficialmente que se realizasse um segundo evento com o mesmo perfil também na região. A cidade de Rio Fortuna se inscreveu como sede, e em 15 de junho de 2008, com 500 inscritos foi realizado o segundo encontro. Ficou consolidada a rotina de realizar Simpósios na Capital (anos ímpares e duração de dois dias) e encontros de estudos em cidades fora de Florianópolis (anos pares e um dia de duração).

Em 2007, o II Simpósio sobre imigração e cultura alemãs na Grande Florianópolis, contou com a participação de uma das maiores autoridades brasileiras em imigração alemã, a Dra. Giralda Seiferth. Neste ano, para o III Simpósio os temas e conferencistas dão indicação clara de que estamos trabalhando em uma esfera de interesse nacional.

180 anos da Imigração Alemã em Santa Catarina

Passados 180 anos da chegada dos primeiros alemães em solo catarinense, os imigrantes conquistaram diferentes regiões, contribuíram para o desenvolvimento das cidades e, hoje, Santa Catarina é considerado o Estado mais alemão do Brasil. Para comemorar os 180 anos dessa imigração em Santa Catarina, a Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte organiza eventos culturais, esportivos, religiosos e gastronômicos que envolvem os 164 municípios de origem alemã. O secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, que está à frente das comemorações, pretende, ao longo deste ano, promover a preservação da cultura e do legado alemão catarinense. “Queremos envolver o maior número de descendentes nas ações espalhadas por todo o Estado. Vamos focar nossos esforços para alcançar esse objetivo”, afirma Knaesel.

Estão programadas apresentações típicas, lançamento de livros sobre a colonização alemã, a publicação de uma revista de gastronomia com receitas típicas e competições esportivas nas quais os alemães e descendentes são craques: tiro, bolão e bocha. Também será realizado um simpósio sobre imigração alemã, montagem da ópera “O Imigrante”, apresentação de orquestras de diversos municípios apresentando composições de autores germânicos, reedição de livros referentes à imigração, entre outros eventos que vão resgatar um pouco dessa história. A participação em feiras e festas das comunidades alemãs é outro foco da Secretaria. “Vamos estar juntos com os descendentes nas diferentes comemorações para disseminar ainda mais a cultura alemã”, afirma Knaesel.

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