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quarta-feira, agosto 10, 2022
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Sustentabilidade na arquitetura, cidadania e negócios podem andar juntos

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Sustentabilidade na arquitetura, cidadania e negócios podem andar juntos

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Palestrantes do SISAU apontam caminhos para uma nova mentalidade no urbanismo

O Simpósio Internacional de Sustentabilidade, organizado pela Associação dos Escritórios de Arquitetura de Santa Catarina (AsBEA/SC), teve início nesta quinta (07) em Florianópolis mostrando como a aplicação de conceitos ecologicamente corretos rende tanto cidadania quanto ótimos negócios. O arquiteto colombiano Gustavo Restrepo abriu o evento apresentando o case de reurbanização da cidade de Medellín, outrora a cidade mais violenta do mundo e que hoje é uma referência internacional de inclusão social e cidadania. Tudo promovido e sustentado por um grande projeto de reformulação urbano de grande escala, levado a cabo através da parceria entre gestão pública e o setor privado da cidade, que tem hoje mais de 2,5 milhões de habitantes.

Com a participação fundamental da sociedade, as comunidades favorecidas que se assemelham em muito às favelas brasileiras tanto no caos urbano como nos elevados índices de violência, “receberam equipamentos urbanos considerados vitais para a sociabilização positiva e criativa entre os cidadãos”, assinala Restrepo. Sistema viário, transportes, saúde, educação, saúde, cultura, lazer e segurança foram as ferramentas utilizadas para criar a Medellín dos sonhos, onde o índice de homicídios, por exemplo, que em 1991 era de 381 para cada 100 mil habitantes, diminuiu para menos de 30 em 2007. O projeto, que vai sendo implantado em etapas desde 2006, recebeu prêmios internacionais e apostou na intervenção urbana que promove a dignidade e a cidadania. A transformação de Medellín mostra que o planejamento urbano também é uma “arma”, no melhor dos sentidos, para a paz e a convivência saudável e sustentável entre as pessoas, a cidade e o meio ambiente.

Exemplo catarinense – O empresário Valério Gomes apresentou o case do bairro sustentável Pedra Branca, localizado em Palhoça (Grande Florianópolis) e deixou claro que a sustentabilidade rende também bons negócios aos empreendedores. Gomes, que é presidente da incorporadora Pedra Branca Ltda., responsável pela implantação do bairro, disse estar convicto de que a prática da sustentabilidade é rentável e deve ser vista também sob a perspectiva do business. “Intervenções sustentáveis, tanto na arquitetura e urbanismo como em qualquer outra área da economia, é um grande negócio. Não só do ponto de vista do exercício de cidadania mas inclusive do ponto de vista econômico. É de fato um grande negócio, para a sociedade e para os empreendedores”, garante ele.

Primeiro bairro totalmente sustentável a ser implantado na América Latina, a Pedra Branca se transformou em exemplo mundial para o setor, foi selecionado pela Fundação Bill Clinton para participar do Programa de Clima Positivo (junto a outras 17 iniciativas internacionais) e apresentou, além de tudo, um grande sucesso de vendas. Projetado de acordo com as diretrizes estabelecidas pela escola do novo urbanismo, ou urbanismo sustentável, o bairro privilegia o pedestre, a densidade equilibrada, a diversidade, os usos mistos, o senso de comunidade, os espaços públicos, a segurança, a eficiência energética e a harmonia entre a natureza e o que eles chamam de “amenidades urbanas”, como o comércio, as vias e os serviços.

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