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quinta-feira, julho 7, 2022
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Tempos modernos e a integridade da sua privacidade

Tempos modernos e a integridade da sua privacidade

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Talvez muitos ainda recorrem ao velho método da fofoca no portão ou do disse me disse no balcão do bar para se intrometer na vida alheia, mas é fato que os tempos modernos produziram ferramentas capazes não só de intromissão, mas de afetarem profundamente toda uma série de procedimentos pessoais ou empresariais, quer dizer, meios de roubarem preciosidades da nossa privacidade. Todos nós expomos no mundo virtual, nossas vidas podem ser devassadas neste mundo de redes e contatos pela internet. É como se, de repente, tubarões surgissem devorando nossos dados e tivéssemos que recorrer a tubarões ainda maiores para nos defender do ataque, um surfshark a nosso favor.

Essa defesa corpulenta e amplamente preparada para nos proteger é chamada de VPN, e certamente, muitos sabem do que se trata, mas nem todo mundo sabe efetivamente, ou entende plenamente do que se trata, ou como funcionam estas redes privadas de proteção. Parte considerável do público se atenta ao básico, quer dizer, fica limitada ao acesso de sites e serviços bloqueados por região, mas há uma série de pormenores sobre os quais o usuário precisa se manter informado.

Uma VPN, ou Virtual Private Network é, literalmente, rede privada virtual, um serviço de rede intermediária opcional entre o usuário e a internet, que oferece ferramentas adicionais de criptografia e navegação sigilosa.

Em situações normais, toda vez que você se conecta à internet, você é identificado pelo seu número de IP, e boa parte de seus dados, excluindo aqueles mais sensíveis, trafegam abertamente, como em uma conversa de portão ou balcão de bar. Com uma rede privada, o usuário pode se proteger e dificultar, e muito, a sua identificação. Trata-se de um serviço essencial para quem de fato não pode usar a internet normalmente, como por exemplo, profissionais de segurança, ou em casos mais radicais, dissidentes políticos.

Basicamente, uma VPN serve para impedir que o usuário seja identificado na internet. Ao se conectar em uma rede privada, este recebe um número de IP aleatório, que difere do seu próprio, e todos os seus dados de navegação, mesmo os mais banais, são totalmente criptografados, barrando operadoras de internet, governos e hackers.

Uma vez que o usuário não pode ser identificado na internet por meios normais, é possível utilizar uma VPN para diversos fins. Originalmente, tais softwares oferecem segurança para profissionais ou indivíduos que não podem se expor normalmente na rede, mas também para aqueles que precisam usar a internet como qualquer outra pessoa.

Uma VPN pode, também, ser útil para permitir o acesso a serviços e produtos bloqueados em sua região, ou seja, que não podem ser acessados por vias normais. Os exemplos são muitos, mas usemos aquelas ocorrências corriqueiras; a habilitação de catálogos de produtoras de filmes, já que muitos filmes e séries ficam restritas a certos países ou localidades.

O mesmo vale para serviços que não chegam, ou demoram, para ser lançados aqui, como para habilitar a criação de contas de usuário de outras regiões em serviços que usam travas de localização, como algumas lojas virtuais. Neste caso, o usuário precisa utilizar a rede privada para criar a conta e para acessar os conteúdos de outros países. Sem a rede privada, o usuário verá apenas os apps, filmes e livros disponíveis na loja brasileira porque terá seu IP e localização reconhecidos.

Uma VPN robusta também é essencial para não se identificar ao acessar áreas restritas da internet, como a Deep Web e a Dark Web, dada a grande quantidade de pessoas mal intencionadas que trafegam por estas regiões obscuras da rede.

Com relação aos diferentes tipos de serviços oferecidos por uma VPN, estes são vastos, mesmo porque todas garantem certos diferenciais. Uma VPN está sempre relacionada a um software específico. Existem serviços de redes privadas pagos, oferecendo uma série de ferramentas e serviços essenciais e robustos o suficiente para garantir a confidencialidade dos dados e números de IP fora das listas de bloqueio. São muito mais difíceis de hackear e rastrear um usuário que opta por navegar em qualquer camada da rede, ainda que seja possível.

Muitas VPNs, contudo, são gratuitas. Embora estas opções gratuitas consigam proteger a localização e os dados do usuário, não são totalmente livres de encargos. Algumas vezes, a gratuidade pode sair muito cara. Não são poucos os casos em que uma VPN colete dados de navegação do usuário e os vendam para grupos interessados, até porque, este é um meio de manter viva financeiramente.

Há de se pesquisar para encontrar aquela que melhor se identifique com o nosso perfil. Quem sabe, uma conversa no portão ou no balcão do bar seja até mais perigosa, já que não existe criptografia que seja capaz de protegê-la, então, venha para rede sem medo. Devidamente protegido, não há porque temer ataques. Claro, tenha sempre cuidado, principalmente, se você for um espião internacional.

editor.deolhonailhahttps://www.deolhonailha.com.br
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