O TUM Festival 2025 encerrou sua oitava edição neste fim de semana, marcada pela primeira apresentação da Orquestra Petrobras Sinfônica em Florianópolis. Ao longo dos 16 dias de programação, o evento reuniu mais de oito mil pessoas em 13 shows distribuídos por quatro palcos, além de uma conferência dedicada à formação, ao mercado e ao desenvolvimento do setor.
A edição reafirma o TUM como um dos principais movimentos de música e economia criativa do país.
Grande encerramento com a Orquestra Petrobras Sinfônica
O TUM Festival 2025 encerrou neste fim de semana a sua oitava edição, reunindo um público estimado em oito mil participantes nas 15 atividades da conferência e 13 shows distribuídos em quatro palcos espalhados pela cidade: Boulevard 14/32 (Floripa Airport), Casa TUM, Bugio e Galeria Lama.
O evento conseguiu reunir diversos agentes da indústria da música, com a contratação de mais de 300 pessoas, entre artistas, técnicos, equipes de comunicação, sonorização, iluminação, segurança, brigadistas e profissionais especializados em diferentes áreas. Os envolvidos utilizaram quatro hotéis e seis restaurantes da cidade.
“O TUM vem se consolidando como um importante agente na formação, desenvolvimento, profissionalização e lançamentos de novos talentos para o mercado musical. Hoje é uma plataforma que fomenta o ecossistema musical e de redes criativas, movendo a economia local, contribuindo com o desenvolvimento econômico e gerando visibilidade para a nossa cidade e Estado”, destaca Ivanna Tolotti, idealizadora e diretora-geral do festival.
Apresentações da Orquestra Petrobras Sinfônica
O desfecho da iniciativa foi marcado pela presença inédita da Orquestra Petrobras Sinfônica em Florianópolis, que realizou dois concertos gratuitos no Boulevard 14/32, no Floripa Airport, neste sábado e domingo (22 e 23/11). Sob a regência do maestro Felipe Prazeres, a apresentação de sábado, “Multiplayer”, prestou uma homenagem vibrante às trilhas que marcaram gerações no universo dos videogames. Clássicos como Super Mario, The Legend of Zelda, Sonic, Street Fighter, Mortal Kombat e Fortnite ganharam roupagem sinfônica. Foram três músicas de bis ao final.
No domingo, “Na Trilha do Rock” revisitou sucessos emblemáticos do rock e do pop nacional. O público respondeu em coro ao convite feito pelo maestro para cantar obras consagradas de Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso, Rita Lee, Barão Vermelho, Lulu Santos, Titãs e Kid Abelha.
A sintonia entre os músicos, a qualidade técnica e a resposta entusiasmada do público mostraram que a música de concerto encontra, quando bem apresentada, uma potência de comunicação rara.
Casa TUM e programação diversificada
A edição marcou também a abertura da Casa TUM, hub permanente de inovação, música e economia criativa em Florianópolis. A conferência TUM foi realizada entre 14 e 16 de novembro, reunindo participantes de SC, RS, SP, RJ, MG e da Holanda.
Destaque para a parceria inédita entre Santa Catarina e Secretaria de Estado da Cultura do RS, com delegação gaúcha que incluiu artistas como Carlos Badia, Kako Xavier, Adriana de Los Santos, Andrea Perrone, Negra Jaque e Chris Amoretti, além das representantes Sedac Adriana Sperandir e Juliana Sueli Sehn.
A presença internacional contou com a artista holandesa Marian Doroth e Marcos Souza (RJ), compositor e produtor integrante da Orquestra Petrobras Sinfônica.
Formação e desenvolvimento do setor
Em parceria com a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI), foram realizadas 15 palestras, workshops e painéis sobre licenciamento, mercado, cadeia produtiva e políticas culturais. A música eletrônica teve espaço exclusivo sobre criação de público digital, circulação internacional e inserção em festivais multilinguagens.
O festival contou com showcase de artistas urbanos, instrumentais, eletrônicos e autorais, além do incentivo de Rede Imperatriz, Laticínios Tirol e Floripa Airport, e apoio do Hotel Faial.
“Todos esses encontros, aprendizados e cruzamentos de trajetórias nos dão certeza sobre o que estamos construindo. O TUM nasceu em 2017, com o propósito de promover a música do Sul para o Brasil e o mundo, e hoje se transformou em um movimento que atravessa estados e até países”, finaliza Ivanna Tolotti.
O projeto é patrocinado pela Prefeitura Municipal de Florianópolis, Fundação Cultural Franklin Cascaes, Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura nº 3659/91, e realizado pela Ivanna Tolotti Produções.






