Delegado da PF afirma que reitoria da UFSC chamou a polícia

SegurançaDelegado da PF afirma que reitoria da UFSC chamou a polícia

SCFW 2026: primeira noite de desfiles no Floripa Airport reúne moda e identidade

Quarta edição do Santa Catarina Fashion Week abriu nesta quinta (24) no Boulevard 14/32 do Floripa Airport, em Florianópolis, com Talk Fashion Sebrae e duas sequências de desfiles; programação segue até sábado (26).

Isadora Marcry e banda fazem show tributo a Billie Eilish e Olivia Rodrigo na Balbúrdia em 16 de outubro

Especial cover com Isadora Marcry e banda no Centro de Florianópolis tem casa aberta às 17h e show às 21h; não é apresentação das artistas originais

Kamaitachi faz show acústico no John Bull Floripa, na Lagoa, em 9 de outubro

Programação da casa começa no fim da tarde de sexta; o Songkick indica ingresso a R$ 80

Slipmami traz o SLIPWEEN, show especial de Halloween, ao DeRaiz, na Lagoa, em 10 de outubro

Noite vai das 23h às 3h no Bar DeRaiz; entrada para maiores de 18 anos, com exceção para menores autorizados

Compartilhe

Procurado pela reportagem do DeOlhoNaIlha na manhã desta quarta-feira, 26, o delegado da Polícia Federal Ildo Rosa afirmou que a PF foi chamada pela reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para coibir consumo e tráfico de drogas dentro do campus Trindade, em Florianópolis.

A ação, ocorrida nesta terça-feira, acabou com conflito entre estudantes e policiais federais e militares e cinco alunos detidos por porte de drogas, além de um número não confirmado de feridos. Os detidos assinaram termo circunstanciado e vão responder em liberdade.

No fim da noite, a Reitoria se manifestou por meio de "nota de repúdio", negando ter solicitado a presença policial e acusando os policiais de usarem força desnecessária na ação.

Nesta quarta-feira, 26, haverá uma reunião às 16h com as reitoras Roselane Neckel e Lúcia Helena Martins Pacheco, e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Santa Catarina (Sintufsc), professores e Diretório Central dos Estudantes para tratar do conflito ocorrido na UFSC na tarde de ontem. O evento será no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC

Confira a nota na íntegra: 

“Hoje, 25 de março, a comunidade da Universidade Federal de Santa Catarina foi vítima de uma ação violenta e desnecessária, comandada por Delegados da Polícia Federal, ferindo profundamente a autonomia universitária e os direitos humanos e qualquer protocolo que regule as relações entre as instituições neste país.

A partir do momento em que fomos informadas, por terceiros, sobre a ação da PF, suspendemos a reunião que estava em andamento com o comando de Greve local dos Técnicos Administrativos em Educação e imediatamente telefonamos para o Superintendente da Polícia Federal em exercício, Paulo Cassiano Junior, para solicitar esclarecimentos sobre a ação que estava sendo realizada. Nunca fomos informadas sobre a realização desse procedimento. Lembramos ao Delegado que em todos os contatos com a Polícia Federal sempre foi solicitado que quaisquer ações de repressão violenta ao tráfico de drogas fossem realizadas fora das áreas da Universidade.

Segundo relatos que nos foram feitos por telefone a imagem era de terror. Antes mesmo de quaisquer conflitos existirem já estavam presentes um grande efetivo, a tropa de choque, armas de bala de borracha e cachorros. Um efetivo pronto para o conflito, foi isso que encontraram os que foram até o local, inclusive representantes da Reitoria.Tentamos incansavelmente negociar com o Superintendente em exercício. A intransigência era clara e foi percebida por todos os presentes.

Foram agredidos muitos estudantes, técnicos administrativos e professores. Estavam presentes vários membros da Administração da Universidade. A Direção do Centro de Filosofia e Ciências Humanas acompanhou todos os momentos. O Diretor do CFH, Paulo Pinheiro Machado, foi agredido. Estavam presentes também o Chefe de Gabinete da Reitoria, Carlos Vieira, o Procurador Chefe, Cesar Azambuja e outros Secretários e Diretores da Administração Central. Toda a comunidade e autoridades universitárias foram profundamente desrespeitadas.

Em vários momentos já destacamos que agir dessa forma dentro do campus poderia colocar em risco a vida das pessoas. As crianças saiam do Núcleo de Desenvolvimento (NDI) e entraram em pânico no momento em que as bombas de gás começaram a ser lançadas. O cenário rememorava os períodos vividos nos mais violentos regimes de exceção.

Enquanto os relatos chegavam ao Gabinete, estávamos em constante contato com a Secretaria de Relações Institucionais, com o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos em Brasília, solicitando uma mediação desses órgãos para que não ocorresse um previsível desfecho violento.

Reafirmamos nosso total repúdio ao lamentável episódio vivido hoje pela Comunidade Universitária. E reiteramos que, em nenhum momento, solicitamos ou fomos previamente informadas dessa ação.

Por que tanta truculência, intransigência e obstinação em levar adiante uma situação que já se anunciava como tragédia, enquanto outros caminhos mais lúcidos e racionais foram apresentados, os quais seriam dignos de uma autoridade de Estado?

Nos comprometemos a tomar as medidas cabíveis para preservar a UFSC e defender todos os que foram vítimas desse ato de violência.

Roselane Neckel e Lúcia Helena Martins Pacheco”

Para ver mais fotos da ação e sua repercussão, visite o site Cotidiano UFSC.