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sexta-feira, outubro 22, 2021
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Violência sexual é tema de filme catarinense que estreia semana que vem no CIC

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Violência sexual é tema de filme catarinense que estreia semana que vem no CIC

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​​​O curta-metragem “branCURA”, que fala de conflitos psíquicos, de violência e arte, estreia no dia 8 de junho, no ​Cinema do CIC, às 20h. Com roteiro e direção de Giovana Zimermann, ele é o segundo de uma trilogia iniciada pela ficção “Da Janela” (2009). A entrada é gratuita. 

Junto ao filme, será lançado o livro "Rio de Janeiro e Paris: A Juventude Apache do Cinema na Periferia", que acaba de ser publicado pela editora Autografia, no Rio de Janeiro.

 No curta, a protagonista Aimèe, vivida pela atriz Angélica Mahfuz, toma cuidados para não ser percebida, sublima a sensualidade, entendendo-a como uma ameaça, resultado de violências sofridas na infância e na adolescência. Ela usa a arte na luta contra uma neurose obsessiva: vê em seu processo criativo uma possibilidade de suprir a lacuna deixada pelo trauma.

 “O espectador será levado a transitar pelo inconsciente da jovem que sofreu violência sexual e sofre de uma certa psicopatologia. Esse sintoma de obsessão com a limpeza do próprio corpo, que em psiquiatria se designa com a sigla TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), remete ao que em psicanálise aponta para uma neurose obsessiva. Aimèe  desenvolvem ‘técnicas de brancura’ para se livrar de si mesma, refugiando-se no inconsciente,  escapando da vida real e mergulhando na arte”, relata a diretora.

 O nome do filme é motivado pela estética escolhida, com base na ideia lacaniana de que a arte se constrói em torno do vazio (branco). Giovona explica que trata-se também “de uma citação a trilogia Trois Couleurs:  Bleu/Blanc/Rouge de Krzysztof Kieślowski (1993-1994)”. “No ‘Da Janela’ o vermelho remete a sensualidade e a violência, em ‘branCURA’ o branco  remete a limpeza obsessiva, mas também a lacuna deixada pelo trauma e no último, ‘A Cor da Liberdade’ será a vez do azul, como transcendência”, afirma.

 O enfoque psicanalítico da trilogia está relacionado com os três tempos mencionados por Jacques Lacan, quando se refere ao instante de ver (Da Janela), ao tempo para compreender (branCURA) e o momento de concluir (A Cor da Liberdade).

 São diversas as referências das artes em “branCURA”,  entre elas a poesia de Cruz e Sousa e de Charles Baudelaire, a pintura de Mondrian e fotografia  Le Violon d'Ingres de Man Ray e Henry Forde Hospital – La cama volando de Frida Kahlo. 

 O curta-metragem foi vencedor do Prêmio Catarinense de Cinema – edição 2012/2013, concedido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte (SOL) e da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

 Após a exibição de “branCURA”, haverá uma conversa com a equipe  e lançamento do livro "Rio de Janeiro e Paris: A Juventude Apache do Cinema na Periferia", de autoria de Giovana Zimermann.

 O livro é um estudo crítico sobre as mudanças nas cidades e o que elas têm em comum, através de uma filmografia que inclui La Haine (O Ódio), 1995, de Mathieu Kassovitz, e Cidade de Deus, 2002, de Fernando Meirelles e Kátia Lund.

 Pela perspectiva de Walter Benjamin, Giovana investiga a expressão da periferia na cinematografia brasileira e na francesa. A autora propõe a realização de uma discussão sobre os dois países a partir de suas características semelhantes – mesmo que possuam diferenças entre si –, como o comportamento dos jovens em uma sociedade do espetáculo e do consumo.

 Sobre a autora

 ​​Giovana Zimermann é artista visual e cineasta. Cursou mestrado em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Santa Catarina em 2009, e concluiu doutorado em Literatura, em 2015, na mesma universidade. Pós-doutoranda na ​​Universidade Federal do Rio de Janeiro – IPPUR/UFRJ (2016), utiliza o cinema como dispositivo do discurso sobre os conflitos urbanos. Dedicada a pesquisar e produzir arte urbana desde 2000, Giovana possui obras em acervos nacionais e internacionais.

 Serviço

 O quê: Estreia de “branCURA”; Lançamento do livro "Rio de Janeiro e Paris: A Juventude Apache do Cinema na Periferia"

 Quando: 8/6/2016, 20h​

 Onde: Cinema do CIC, Florianópolis

 Quanto: Gratuito; R$ 55,00 (livro)

 Ficha técnica / filme branCURA:

 Tempo de duração: 15 min

 Classificação: 12 anos

DIREÇÃO

Roteiro e direção: Giovana Zimermann

1º Ass. de Direção: Thais Aguiar

2° Ass. De Direção: Thais Alemany

 ELENCO

Prod. Elenco: Elianne Carpes

Preparação de elenco: Elianne Carpes

Aimée: Angélica Mahfuz

Louis: Johny Fabricio Bruckhoff

Avó Julieta: Elianne Carpes

 FOTOGRAFIA         

Diretor de Fotografia: Roberto Santos (Tuta)

1º Assis. de Câmera: Cristina Kreuger (Kike)

2º Assis. de Câmera: Danilo Rossi

Câmera subjetiva: Johny Fabricio Bruckhoff

Making off: Leandro Elsner

PRODUÇÃO

Direção de Produção: Marina Teixeira

Secretária Produção: Roberta Iribarrem

Platô: Leandro Dias

ARTE

Direção de Arte: Giovana Zimermann e Policarpo Graciano Pinto

Assistente de arte: Maria Fernanda Bin

Beleza: Kellen Kristine Silveira

Figurino : Singra Zimermann

 ANIMAÇÃO

Desenho: Giovana Zimermann

Animação stop motion: Camila Kauling Rumpf

Pós produção: Moacir  Barros

 FINALIZAÇÃO

Editor:  Alan Porciuncula

Color Grading: Alan Porciuncula

1º corte: Rodrigo Goes

 TRILHA SONORA ORIGINAL E PÓS-PRODUÇÃO DE ÁUDIO

Daniel Téo

Marcelo Téo

TRILHA

Kamma No – Terra Sonora

Operador Som:         Paulo Achut Cicero

Voz off : Angélica Mahfuz

Voz off francês: Thais Alemany

 ELÉTRICA   

Chefe de Elétrica: Hercules Jerônimo Jesus

1º Assis. De Elétrica:  Carlos Lenine

 MAQUINÁRIA

Chefe de Maquinaria: Claudio Reginatto

1º Assis. Maquinaria: Lenon Oliveira

 

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