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- Saúde - 'Vivemos uma endemia de miopia', alerta Associação Catarinense de Oftalmologia

16.09.2020

'Vivemos uma endemia de miopia', alerta Associação Catarinense de Oftalmologia

16.09.2020
'Vivemos uma endemia de miopia', alerta Associação Catarinense de Oftalmologia
Foto: Divulgação

Visão "curta" e uso contínuo de telas digitais são fatores de risco para doença ocular, que já atinge 2,6 bilhões de pessoas, comenta o dr. João Artur Etz Junior, presidente da entidade. Associação disponibiliza cartilha informativa sobre saúde da visão.   

 

Enquanto o mundo ainda sente os efeitos da pandemia da Covid-19, uma outra doença que cresce ano a ano já afeta um terço da população global, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS): a miopia, um erro de refração que causa dificuldade para enxergar objetos afastados. 

 

A evolução de casos de miopia pelo mundo nas últimas décadas assusta: em 2009, estimava-se que 1,9 bilhão de pessoas sofriam desta doença, um número que hoje é de aproximadamente 2,6 bilhões e deve chegar a 3,3 bilhões em 2030 - ou até 50% da população em 2050, segundo a OMS.

 

"Enquanto estamos passando pela Covid-19, vivemos também uma endemia de miopia", ressalta o dr. João Artur Etz Jr., presidente da Associação Catarinense de Oftalmologia. Outro motivo de preocupação é que a miopia está diretamente ligada aos hábitos contemporâneos de "visão de perto", com uso de telas digitais (celulares, tablets e notebooks), comenta o médico. 

 

"Essa exposição contínua às telas causa desconforto e fadiga visual, que pode resultar em casos cada vez mais precoces de miopia. E é importante lembrar que a miopia vai piorando com a idade, obrigando os pacientes a fazer um acompanhamento regular de seu grau de deficiência e trocar óculos e lentes de contato", afirma o dr. João Artur. 

 

Quem tem deficiência visual superior a 5 graus começa a ter um risco maior de outros problemas, como glaucoma e descolamento de retina, o que pode significar a perda definitiva da visão. Porém, há formas de conter o avanço dessa miopia, como o uso de um colírio que pode diminuir a progressão em torno de 50% a 60% dos casos dependendo da idade, do grau e de quando se inicia o tratamento. 

 

A exposição à luz solar, associando atividades outdoor por um período de duas horas diárias também ajuda a diminuir a progressão da doença em 20% a 25%. "Por isso, é preciso fazer consultas regulares com um profissional médico, o único capaz de prescrever receitas - de medicações e de uso de lentes e óculos". 

 

A Associação Catarinense de Oftalmologia lançou há um ano a cartilha informativa Saúde dos Olhos, distribuída para a população de Santa Catarina e entidades públicas (Vigilância Sanitária, Ministério Público, Câmaras de Vereadores, Assembleia Legislativa, entre outras) com o objetivo de informar a sociedade sobre sintomas e tratamentos de doenças, além de esclarecer alguns "mitos e verdades" sobre a saúde da visão. 

 

Uma das principais preocupações da entidade é com o crescimento do número de consultas e de receitas oftalmológicas por profissionais não-médicos, além do desconhecimento geral sobre as principais doenças oculares e seus riscos.

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