Zininho ganha exposição no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina

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No ano em que completaria 90 anos de vida, o poeta Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho, ganha uma exposição de fôlego no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina. A mostra Zininho: o poeta do amor à Ilha é uma produção da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio do MIS/SC, com curadoria da filha do compositor, Cláudia Barbosa, e apoio da Casa da Memória de Florianópolis, Fundação Franklin Cascaes e Berbigão do Boca. A abertura será no dia 1º de agosto, às 20h, com visitação gratuita até 8 de setembro.

Zininho: o poeta do amor à Ilha faz um mergulho no acervo produzido pelo próprio artista e atualmente preservado pela família e pela Casa da Memória de Florianópolis. São músicas, vídeos, fotografias, troféus, homenagens, manuscritos, partituras, roupas, entre outros objetos pessoais que ajudam a contar a história e a mostrar as diversas facetas do autor do hino de Florianópolis, o Rancho do Amor à Ilha. A exposição conta, também, com obras dos artistas Léo Furtado e Plínio Verani, como pinturas, esculturas e croquis.

Além de ser responsável pela famosa composição, Zininho também foi radialista, criador de jingles publicitários, dono de empresa de alto falantes e é responsável por um acervo que ajuda a contar a história do rádio e da sociedade florianopolitana. Seu legado inclui 3 mil fitas de rolo, vídeo e cassete nas quais registrou a memória cultural da capital catarinense e os principais programas de rádio entre 1940 e 1970. Esse material, somado a seu acervo de 700 discos e 300 fotografias, deu suporte à criação da Casa da Memória de Florianópolis.

Amigo de muitos amigos, eles também terão espaço na mostra de Zininho. Além dos bonecos do tradicional bloco Berbigão do Boca, cinco deles são especialmente lembrados na mostra: Neide Mariarrosa, Adolfo Zigelli, Aldírio Simões, Caruso e Luiz Henrique Rosa.

Zininho

Florianópolis foi fonte de inspiração para muitos poetas e compositores, mas nenhum a descreveu tão bem quanto Zininho. O poeta nasceu em 8 de maio de 1929 no município de Biguaçu, mas ainda menino, devido à morte prematura do pai, mudou-se para o Largo 13 de maio, na região central de Florianópolis onde foi criado pelos avós paternos.

O apelido veio do nome que teria inicialmente, Horzino, mas seu pai o registrou com o nome de Cláudio; por isso, o apelido Zininho, como ficou conhecido. Foi poeta, músico, radialista, motorista de táxi, carnavalesco e boêmio. Desde cedo mostrou seu talento musical. Aos oito anos fez sua estreia cantando músicas caipiras no Teatro da UBRO durante apresentação do Conjunto Demônios do Ritmo, de Waldir Brazil.

Em 1947, estreou na Rádio Guarujá com o programa “Gentleman do Samba”, cantando sambas da época. Foi operador de sonoplastia e ponta nas novelas. Proprietário e motorista de táxi, adorava transportar os artistas contratados para shows. Em 1950 produziu, na Rádio Diário da Manhã, diversos programas musicais, entre eles o Bar da Noite, que tinha como crooner a cantora Neide Mariarrosa, amiga e grande intérprete de suas canções.

A maioria de suas composições nasceram em mesa de bar, rodeado de amigos. Também criou vários jingles para programas de rádio e casas comerciais. Sua criação mais famosa, o Rancho do Amor à Ilha, composto em 1965, foi oficializado como Hino de Florianópolis em 1968. Zininho faleceu em 5 de setembro de 1998, em Florianópolis.

Serviço:

O quê: Exposição Zininho: o poeta do amor à Ilha
Onde: Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) – Localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC)
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica – Florianópolis
Abertura: 1º de agosto de 2019, às 20h
Visitação: até 8 de setembro de 2019. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Entrada gratuita
Informações: (48) 3664-2650