Florianópolis, 30 março 2026
spot_img

Um novo mix para o Mercado Público de Florianópolis

VariedadesUm novo mix para o Mercado Público de Florianópolis
spot_img

Melhor aeroporto do país: Floripa Airport conquista o título pela sexta vez consecutiva

O Aeroporto Internacional de Florianópolis – Hercílio Luz foi...

Praia do Santinho abre temporada 2026 do Circuito Surf Talentos Oceano

 Foto: Luca Messenger. Créditos: James Thisted A abertura do Circuito...

Florianópolis ganha sua primeira praça artística

Espaço foi revitalizado pela WOA, na Praça Governador Celso...
spot_img

Compartilhe

O que você acha dessa ideia?

Por determinação judicial, a prefeitura de Florianópolis vai ter que licitar as locações dos boxes do Mercado Público. Há um grande preocupação a respeito da descaracterização do espaço que pode perder ainda mais suas “raízes” ilhoas. Sobre o assunto, o colunista Cacau Menezes, do Diário Catarinense, fez uma observação interessante: “Se o Mercado é público e não tem dono, todos os cidadãos são iguais perante a lei e devem ter o direito de disputar as vagas. Se querem preservá-lo, melhor seria uma lei municipal que disciplinasse o que pode ou não pode ser vendido no local, com estímulo à cultura local.”

A ideia é perfeita e encontra similaridade no que fazem há mais de 50 anos os bons shopping centers: o “tenant mix planning”, ou seja, o planejamento dos locatários. Envolve a seleção de lojistas por produtos à venda, tamanho das lojas, localização para influir no fluxo de pessoas e outras variáveis. O objetivo é dotar o empreendimento de oferta diversificada, complementar e sem concorrência predatória. O modelo aplica-se redondinho ao nosso Mercado Público. Qualquer centro comercial, antigo ou moderno, tem que ter um plano de ocupação e oferta, com locatários que se obrigam, contratualmente – sob pena de rescisão – a respeitar o portfolio de produtos estabelecido para o determinado espaço, inclusive quanto à origem das mercadorias. Mais: poderia até ser aplicado o modelo de aluguéis fixos mais variáveis (o maior dos dois) e as auditorias. Por tudo isso, tanto a Justiça quanto a prefeitura e os vereadores deveriam ouvir com atenção os especialistas da área, além de – no caso – os verdadeiros conhecedores da cultura que se quer e se precisa preservar.