Mulheres na política: importância e avanços

PolíticaMulheres na política: importância e avanços

Casa dos Açores Museu Etnográfico, em Biguaçu, fecha para reforma estrutural e deve reabrir no primeiro semestre de 2027

Casarão administrado pela FCC fecha a partir desta quarta (4) para obras elétricas, hidráulicas, de telhado e de acessibilidade; oficinas e pesquisa seguem no espaço.

Festival Tambores do Axé leva “Uma Noite de Magia” a Biguaçu no dia 14 de novembro e abre o centenário de Mãe Hilca D’Iansã

Edição do festival reúne sete atrações no Centro de Eventos Fenix, sábado (14), às 21h, com arrecadação de alimentos para a Escola Pan-Africana Olodum Sul.

Villa Francioni abre a série Uvas e Vinhedos, que estreia nesta quarta-feira no canal Modo Viagem, da Globoplay

Vinícola pioneira em vinhos de altitude em Santa Catarina está entre as apresentadas pelo programa, que estreia às 20h30 desta quarta (4) no canal Modo Viagem.

Parque do Morro da Cruz ganha plano de manejo, com nove zonas e quase metade da área fechada à visitação

O Parque do Morro da Cruz, em Florianópolis, ganhou plano de manejo: nove zonas, 49,45% da área sem visitação e regras para o entorno. Veja o que muda.

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A cada ano, o mês de março nos incentiva a fazer reflexões relevantes com a sociedade sobre as pautas femininas. E, não menos importante, considero necessário incluir nesta discussão a presença da mulher na política. Do meu ponto de vista, isto é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e equitativa. Se já seria algo justo quanto à paridade, a mulher ainda acrescenta uma reconhecida sensibilidade para a formulação de políticas mais abrangentes e representativas, que atendam às necessidades de toda a população, incluindo questões de saúde, educação, família e igualdade.

A presença de mulheres na política serve como inspiração para as futuras gerações de líderes femininas. Ver mulheres em posições de poder encoraja outras a também acreditarem em seu potencial e a buscarem cargos de liderança, quebrando barreiras e estereótipos. Isso cria um ciclo virtuoso da participação feminina. Mulheres em cargos políticos frequentemente provocam um impacto positivo em suas comunidades. Elas tendem a defender iniciativas que fortalecem a coesão social, promovem o desenvolvimento e garantem que as necessidades de todos os grupos, especialmente os mais vulneráveis, sejam atendidas.

Mas no Brasil, apesar de avanços importantes, a representatividade feminina na política ainda precisa avançar. A notícia boa foi nas eleições municipais. O número de eleitas passou de 15,83% para 17,92% em 2024. Porém, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições gerais de 2022, apenas 17,7% dos assentos na Câmara dos Deputados foram ocupados por mulheres. No Senado, esse percentual foi ainda menor, de aproximadamente 12,34%. Na Assembleia Legislativa, apenas três mulheres foram eleitas, de 40 deputados. Esses números destacam a necessidade de estratégias adicionais para aumentar a participação das mulheres na política brasileira.

Mulheres líderes muitas vezes se destacam por sua capacidade de conduzir processos com empatia, resiliência e integridade. Elas tendem a adotar abordagens mais colaborativas e inclusivas, promovendo o diálogo e a cooperação. Essa abordagem pode levar a decisões mais justas e equilibradas, que beneficiam toda a sociedade. A presença da mulher na política não se resume a teorizar sobre ter cotas ou não. E sim sobre a presença efetiva e marcante delas.

A representatividade feminina efetivamente contribui para a construção de sociedades mais democráticas e justas. Continuar promovendo e apoiando a participação das mulheres na política é essencial para garantir um futuro onde todos, independentemente de qualquer diferença, tenham a oportunidade de influenciar e moldar as políticas públicas que afetam suas vidas.

Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Julio Garcia.

Crédito foto – AgênciaAL