Florianópolis recebe segunda edição da Ipê Village, iniciativa da Ipê City, em Jurerê Internacional

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Evento transforma a região Norte da Ilha em um laboratório vivo de inovação, reunindo tecnologia, inteligência artificial, sistemas onchain e debates sobre o futuro das cidades.

Florianópolis volta a receber, entre os dias 6 de abril e 1º de maio, a Ipê Village 2026, segunda edição da experiência criada pela Ipê City para transformar Jurerê Internacional em uma espécie de laboratório urbano temporário voltado à construção de soluções para a cidade do futuro. A proposta reúne empreendedores, desenvolvedores, pesquisadores e criadores para testar, na prática, modelos baseados em inteligência artificial, blockchain, governança digital e novas formas de coordenação social.

Na definição apresentada pela organização, a Ipê Village funciona como uma pop-up city: uma comunidade que ocupa um bairro por algumas semanas para experimentar camadas digitais, econômicas e sociais sobre a infraestrutura já existente. Em vídeo de divulgação enviado à redação, a iniciativa é descrita como um ambiente em que participantes vivem, trabalham, constroem projetos e testam serviços urbanos com apoio de tecnologias emergentes.

A programação oficial prevê uma agenda distribuída ao longo de quase um mês. Os primeiros dias são dedicados a integração, networking e alinhamento de projetos. Em seguida, nos dias 10 e 11 de abril, acontece a Startup Society Conference, apontada como o pontapé inicial da experiência e marcada para o IL Campanario Villaggio Resort, em Jurerê Internacional. A agenda pública do projeto também mostra outras ativações ao longo do mês, incluindo encontros de comunidade, showcases e eventos paralelos sediados na região.

Segundo a documentação oficial, a vila será organizada a partir de hubs temáticos chamados Hacker Houses, com frentes como AI House, Onchain House e Privacy House, além de um hub central na Founder Haus, espaço que serve como base para coworking, encontros e articulação entre participantes. A ideia é que os residentes usem o bairro como um campus descentralizado para desenvolver aplicações, testar produtos e criar novas infraestruturas digitais com uso real dentro da própria comunidade temporária.

A edição anterior serviu como validação do modelo. Em balanço divulgado pela organização, a primeira Ipê Village reuniu mais de 170 residentes de mais de 10 países, resultou em 30+ aplicativos criados em um mês, movimentou mais de US$ 3,6 mil em transações onchain dentro do ecossistema do projeto e somou mais de 2 milhões de visualizações nas redes sociais. Para 2026, a meta é ampliar a estrutura educacional, fortalecer o buildathon e evoluir o chamado “sistema operacional de governança” da comunidade.

O projeto também ganhou visibilidade internacional no ano passado. Em publicação na rede X, o investidor e empreendedor Balaji Srinivasan destacou a experiência brasileira como um exemplo de “startup societies” surgindo em diferentes partes do mundo e mencionou o uso de governança digital, identidade onchain e stablecoins no contexto da iniciativa.

Em Florianópolis, a proposta dialoga com o posicionamento de Jurerê como ambiente de inovação, qualidade de vida e atração de comunidades empreendedoras. Em cobertura publicada durante a primeira edição, a SC Inova definiu a Ipê City como uma “cidade temporária” voltada à experimentação de soluções descentralizadas em áreas como governança, saúde, educação e sustentabilidade — uma leitura que ajuda a entender por que a nova edição chega cercada de expectativa no ecossistema de inovação da Capital.

A cerimônia de abertura da edição 2026 está prevista para 10 de abril, às 9h, no IL Campanario, durante a Startup Society Conference. A expectativa é que o encontro reúna nomes do ecossistema de inovação, convidados institucionais e participantes da comunidade que acompanharão de perto o início de mais uma rodada desse experimento urbano e tecnológico em Florianópolis.