Marcelo Passamai revisita marcas da pandemia em livro de poesias

VariedadesMarcelo Passamai revisita marcas da pandemia em livro de poesias

Casa dos Açores Museu Etnográfico, em Biguaçu, fecha para reforma estrutural e deve reabrir no primeiro semestre de 2027

Casarão administrado pela FCC fecha a partir desta quarta (4) para obras elétricas, hidráulicas, de telhado e de acessibilidade; oficinas e pesquisa seguem no espaço.

Festival Tambores do Axé leva “Uma Noite de Magia” a Biguaçu no dia 14 de novembro e abre o centenário de Mãe Hilca D’Iansã

Edição do festival reúne sete atrações no Centro de Eventos Fenix, sábado (14), às 21h, com arrecadação de alimentos para a Escola Pan-Africana Olodum Sul.

Villa Francioni abre a série Uvas e Vinhedos, que estreia nesta quarta-feira no canal Modo Viagem, da Globoplay

Vinícola pioneira em vinhos de altitude em Santa Catarina está entre as apresentadas pelo programa, que estreia às 20h30 desta quarta (4) no canal Modo Viagem.

Parque do Morro da Cruz ganha plano de manejo, com nove zonas e quase metade da área fechada à visitação

O Parque do Morro da Cruz, em Florianópolis, ganhou plano de manejo: nove zonas, 49,45% da área sem visitação e regras para o entorno. Veja o que muda.

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“Ponto Final” será lançado na quinta-feira, dia 28 de maio, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis; entrada é gratuita

O jornalista e escritor Marcelo Passamai lança na quinta-feira, dia 28 de maio, às 19h, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, o livro “Ponto Final”, obra que marca o retorno à poesia mais de vinte anos após a última publicação no gênero. Natural do Rio de Janeiro e morador de Florianópolis desde 1989, Passamai, hoje com 61 anos, construiu uma trajetória literária que começou ainda na faculdade de Jornalismo, quando passou a participar de concursos e a despontar como contista e poeta.

Em “Ponto Final”, o autor revisita o período da pandemia de Covid‑19 por meio de poemas que exploram angústias, medos e transformações emocionais vividas naquele momento. A obra, com 76 páginas, não segue divisão por capítulos, mas conduz o leitor por uma travessia lírica que tensiona razão e existência. Para Passamai, a pandemia exigiu uma revisão profunda da forma de sentir e de estar no mundo. “Existiria poesia no pós‑pandemia? Esse livro diz que sim, sempre haverá poesia, enquanto olhos e corações otimistas, cheios de sentimentalidades, existirem”, afirma.

As ilustrações que acompanham os poemas foram criadas com o uso de Inteligência Artificial, resultando em imagens oníricas que dialogam com o clima emocional da obra. “São molduras que valorizam ainda mais os versos e as palavras”, destaca o autor.

Passamai publicou o primeiro livro em 1993, “Faca Cega”, seguido por “Descobrindo Açores” (1999), “Inventário Feminino” (2002) e “Reportagens Inesquecíveis” (2014). Ao todo, soma quatro obras lançadas antes de “Ponto Final”, além de uma extensa lista de prêmios e homenagens recebidos ao longo de mais de três décadas de atuação cultural e jornalística.

Para o escritor, lançar o novo livro na Fundação Cultural Badesc tem um significado especial. “Para mim, a Fundação é mais do que uma instituição: é um símbolo de resistência e valorização da cultura. É a prova de que investir em arte é investir em pessoas, em identidade e em futuro. E é por isso que considero esse trabalho não apenas importante, mas essencial para o desenvolvimento cultural e humano de Santa Catarina”, compartilha.

Ele também destaca o valor histórico do casarão que abriga a Fundação, um edifício do final da década de 1920 que foi residência de Nereu Ramos, único catarinense a assumir a Presidência da República. “Eu não consigo entrar nesse espaço sem sentir o peso e, ao mesmo tempo, a leveza da história. Hoje, esse mesmo espaço abriga encontros, ideias e manifestações artísticas, conectando passado e presente de forma quase poética. Por isso, lançar o livro Ponto Final neste símbolo de cultura é uma honra sem comparação”, completa.

A Fundação Cultural Badesc fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis.