Documentário Memórias de Pescador estreia no Museu de Florianópolis

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Estreia no dia 18 de setembro o documentário “Memórias de Pescador: histórias de tradição e resistência na Costeira do Pirajubaé”. A exibição de lançamento acontece no Museu de Florianópolis, às 18h, com entrada franca.

Desenvolvido por uma equipe de quatro mulheres — três jornalistas e uma articuladora com a comunidade, filha de pescador —, o projeto foi viabilizado pela Lei nº 15.503/2011. Em 46 minutos, com classificação livre, o filme coloca no centro os pescadores artesanais da Reserva Extrativista da Costeira do Pirajubaé (RESEX), a primeira reserva extrativista marinha do Brasil, criada em 1992. A narrativa mostra os impactos da expansão urbana e celebra os saberes da comunidade tradicional.

“Eu nasci ali e já começo a pescar desde a idade de uns oito anos, junto com o falecido meu pai, que a gente fazia pegada pra camarão. E depois eu comecei a tirar berbigão, a descascar, a vender né? Esse era o nosso meio de sobrevivência. E nós sobrevivemos até dois mil e doze. (…) Antigamente os pais da gente diziam que isso aí era um patrimônio, um patrimônio de pai para filho. Hoje não dá mais para contar”, conta o pescador artesanal Frutuoso Genesio Lopes.

Também foram entrevistados o geólogo e professor da UFSC Luiz Fernando Scheibe; o filho de pescador e ex-conselheiro da Resex Celso Botelho; o engenheiro agrônomo e ativista Marcos José de Abreu; a analista ambiental do ICMBio Dayani Guero; e a oceanógrafa e professora da UFSC Alessandra Fonseca.

Morgani Guzzo assina produção e roteiro com Inara Fonseca. O trabalho da dupla vem desde 2021, com pesquisa científica e podcast. “Algumas das entrevistas já tinham sido gravadas em vídeo. Isso foi fundamental para desenvolvermos o documentário agora em 2026, já que tínhamos em mãos entrevistas com pescadores tradicionais (…) que faleceram daquela época para cá”, afirma Morgani.

Segundo Inara, a ideia nasceu na pandemia, para dar visibilidade aos pescadores da Resex que enfrentam apagamento de modos de vida. “O que eu queria desde o início, e que agora se materializa no documentário, era ajudar a visibilizar que a pesca artesanal permanece e que os pescadores seguem resistindo diante dos impactos da expansão urbana sobre a paisagem cultural e natural de Florianópolis”, relata.

Serviço

Lançamento do documentário
Data: 18 de setembro de 2026, 18h
Local: Museu de Florianópolis
Entrada: franca

Outras exibições
Cine-debate LEGH/UFSC — 16 de setembro, 19h, Auditório
Cine Clube Pátria Grande — 19 de setembro, 18h, Pista de Skate da Costeira do Pirajubaé