Como o histórico financeiro pode ajudar durante a crise

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São Paulo 28/7/2021 –

Apesar do período delicado da economia, muitos consumidores comprovam que a organização financeira é essencial para obter crédito com mais vantagens e maior facilidade.

Mais do que nunca, o brasileiro tem percebido a real importância de manter as contas sob controle. Tanto que temas como “educação financeira” e “planejamento financeiro” nunca estiveram tão em pauta como nos últimos tempos, e a crise mundial provocada pela pandemia tem reforçado o fato de que finanças em ordem é sinônimo de menos estresse e mais crédito na praça.

Isso porque, desde o início da pandemia, muitas pessoas se viram obrigadas a se reinventar e buscar soluções criativas para enfrentar esse momento tão delicado, como na mudança do comportamento de compra. “A maioria das pessoas não sabe, mas a maneira como conduz suas finanças é fator determinante quando solicita crédito, seja para abrir um novo negócio ou alcançar um outro objetivo”, explica Mellissa Penteado, fundadora e CEO da proScore.

Segundo levantamento realizado pelo Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV EAESP, a partir dos dados da proScore, ao analisar o score de grupos de pessoas de variadas classes sociais, no segundo semestre de 2020, observou-se que 21% da população da classe “A” estava inadimplente. Enquanto na classe “E” a taxa subia para 35%.

Mas como tudo isso está relacionado?

De um modo geral, todo consumidor tem atrelado ao seu CPF os dados do seu histórico financeiro (score), que é representado por pontuação de 0 a 1.000. Quanto maior a pontuação, melhor é a reputação financeira e o risco de não pagamento é baixo.

Segundo Mellissa, essa pontuação considera informações sobre como o cliente conduz suas finanças de uma maneira geral. Ou seja, se paga as contas em dia, tem registros de débitos, ações judiciais, títulos protestados etc. “Quanto mais alto é o score, mais facilidades e opções de créditos esse consumidor terá”, reforça.

“Hoje em dia, muitas empresas utilizam o score para avaliar a reputação financeira de um cliente ou potencial cliente e, a partir daí, colocam à sua disposição mais vantagens de crédito, taxas de juros exclusivas e um leque de produtos e serviços mais adequados ao seu perfil”, comenta.

Como o consumidor fica sabendo do seu score

A boa notícia é que o consumidor pode consultar o seu score para saber como está a sua reputação financeira e, a partir disso, buscar alternativas para aumentá-la, se for preciso. Além disso, existem ferramentas gratuitas, como o meuScore, que auxiliam as pessoas a monitorarem sua pontuação.

“Conhecer o score é muito importante para todo consumidor que visa algum tipo de crédito no mercado, pois é a partir daí que ele poderá melhorar seus hábitos financeiros, além de saber se houve alguma movimentação importante em seu CPF”, explica Mellissa.

Dicas para manter uma boa pontuação no score

Já que o score está totalmente relacionado ao histórico financeiro do consumidor, para mantê-lo com uma boa pontuação é imprescindível deixar as contas em ordem. “Não tem segredo, a pessoa que busca conseguir mais vantagens no mercado e uma maior facilidade de crédito para atingir metas e objetivos precisa se organizar financeiramente”, salienta a fundadora e CEO da proScore.

Lembrando que o score não muda de um dia para o outro. É preciso ter consistência e paciência. Para isso, algumas dicas:

1 – Manter as contas em dia
Caso tenha contas atrasadas ou algum tipo de pendência financeira, o consumidor precisa se organizar para deixar o pagamento em dia. Uma boa solução é colocá-las em débito automático.

2 – Negociação de dívidas
Negociar e quitar possíveis dívidas com os credores é outro ponto importante para evitar problemas de baixa pontuação do score.

3 – Dados cadastrais sempre atualizados
Como o score está atrelado com o CPF do consumidor, todas as suas informações como idade, endereço, e-mail, telefones etc. precisam estar atualizadas.