Crise econômica obriga pequeno empresário brasileiro a mudar modelo de gestão jurídica

Meio ambienteCrise econômica obriga pequeno empresário brasileiro a mudar modelo de gestão jurídica

Casa dos Açores Museu Etnográfico, em Biguaçu, fecha para reforma estrutural e deve reabrir no primeiro semestre de 2027

Casarão administrado pela FCC fecha a partir desta quarta (4) para obras elétricas, hidráulicas, de telhado e de acessibilidade; oficinas e pesquisa seguem no espaço.

Festival Tambores do Axé leva “Uma Noite de Magia” a Biguaçu no dia 14 de novembro e abre o centenário de Mãe Hilca D’Iansã

Edição do festival reúne sete atrações no Centro de Eventos Fenix, sábado (14), às 21h, com arrecadação de alimentos para a Escola Pan-Africana Olodum Sul.

Villa Francioni abre a série Uvas e Vinhedos, que estreia nesta quarta-feira no canal Modo Viagem, da Globoplay

Vinícola pioneira em vinhos de altitude em Santa Catarina está entre as apresentadas pelo programa, que estreia às 20h30 desta quarta (4) no canal Modo Viagem.

Parque do Morro da Cruz ganha plano de manejo, com nove zonas e quase metade da área fechada à visitação

O Parque do Morro da Cruz, em Florianópolis, ganhou plano de manejo: nove zonas, 49,45% da área sem visitação e regras para o entorno. Veja o que muda.

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Curitiba, Paraná 30/7/2021 – As empresas também devem ter mais cuidado com os seus cadastros, já que 50% das causas de rejeição em créditos surgem de dívidas pendentes

As empresas agora dão mais atenção ao controle de gastos, ao quadro de pessoal e a renegociação de dívidas

A crise causada pela pandemia da Covid-19 teve grandes efeitos negativos na economia brasileira, com maior impacto sobre os médios e pequenos empresários. Nos negócios pesquisados pela Serasa Experian, 92,4% dos que tiveram contas negativadas foram médias e pequenas empresas. Outra pesquisa, que foi realizada pelo Sebrae, mostra que 79% destas empresas ainda sofrem com os prejuízos causados pelo isolamento social. E 80% destes negócios seguem abertos, mas 43% deles ainda vendem menos do que vendiam antes do início da pandemia. Apesar destas dificuldades, este setor é responsável por 27% do PIB, Produto Interno Bruto do país. E por 52% dos empregos com carteira assinada, segundo dados do Sebrae. 

O prolongamento desta situação de incerteza econômica mudou muitos hábitos administrativos nas médias e pequenas empresas. Os donos passaram a ter mais atenção ao controle de gastos, reduziram o quadro de pessoal, encolheram as atividades e renegociaram às dívidas. A análise é do advogado Thierry Phillipe Souto, especialista em Direito Empresarial. Ele diz também que os empresários agora estão mais atentos ao cenário nacional, para poderem alterar o planejamento a cada fato novo da economia: “Os empreendedores são forçados a reorganizar as suas contas, prorrogando o endividamento de curto prazo, cortando investimentos desnecessários e evitando possíveis riscos. Os pedidos de recuperação judicial, que se tornaram frequentes no noticiário econômico, mostram que esta foi uma alternativa muito utilizada nesta fase”, diz o advogado.

Com as reações da economia indicando chances de recuperação, as empresas também precisam dar mais atenção aos seus cadastros, já que 50% das causas de rejeição em créditos surgem das dívidas pendentes em nome destas empresas, afirma Thierry Phillipe Souto. E complementa: “O crescimento das dificuldades alertou muitos empreendedores. E as pequenas e médias empresas estão dando mais atenção aos riscos e procurando assessorias jurídicas preventivas. Desta forma fecham contratos mais claros, que evitem estas situações”.

O advogado Thierry Phillipe Souto acrescenta que a rotina das pequenas e médias empresas é mais corrida porque geralmente o dono também executa tarefas administrativas e comerciais. E isso atrapalha a sua atenção para as relações empresariais, incluindo os contratos: “Com a rapidez na troca de mensagens por e-mails e aplicativos, muitos empresários acreditam que estão seguros em suas negociações. E pensam que tudo já está documentado nas mensagens digitais, que seriam uma garantia. Mas a realidade é que as garantias, direitos e deveres entre as partes só estão em contratos com os acordos realmente formalizados e assinados pelas partes envolvidas”. 

 

 

Website: http://www.thierrysoutocosta.com.br/