Praias da Capital ainda sem água

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Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

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A falta de água continua em algumas localidades do Norte da Ilha de Santa Catarina. A expectativa da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) é normalizar o abastecimento ainda hoje, com a volta de turistas para casa e a redução do consumo.

O verão sem água de Gisele Cristine Corrêa, 33 anos, moradora da Cachoeira do Bom Jesus, tem sido acompanhado pelo DC desde o dia 30 de dezembro. Há pelo menos oito dias ela está com a caixa dágua vazia. Para tomar banho, vai à casa de parentes. Para lavar louça, busca água em um rio. O marido de Gisele ligou para a Casan, na sexta-feira, pedindo um caminhão-pipa, que ainda não havia chegado ontem.

Na casa do aposentado Gilberto Grandi, na Lagoinha, Norte da Ilha, os espetos do churrasco de sexta-feira ainda estavam sujos.

Há pelo menos quatro dias sua caixa dágua está seca.

– Nas casas vizinhas, a situação é a mesma – diz o morador, que há 12 anos convive com o mesmo problema nesta época.

A diretora técnica da Casan, Adeliana Dalpont, acredita que hoje a situação melhore. Ela justifica que está havendo excesso de consumo e que toda água tratada fornecida pela companhia está sendo usada.

A Casan tem cinco caminhões-pipa, um de 20 mil litros e os demais de 10 mil litros. Adeliana observa, no entanto, que eles são mandados apenas para as casas que estão totalmente sem água e diz que está havendo atraso nas entregas, por causa do trânsito.

De acordo com a diretora, os problemas mais graves estão em Ponta das Canas, Lagoinha e regiões mais altas do Santinho.

(

DC

, 04/01/2010)