Revitalização do Centro Histórico da Capital em discussão

VariedadesRevitalização do Centro Histórico da Capital em discussão

Frio volta a SC com ciclone em alto-mar: mínima pode chegar a 0 °C na segunda e mar fica agitado no litoral

Defesa Civil prevê queda das temperaturas a partir de sábado (17), geada no Planalto Sul e no Meio-Oeste na segunda (19) e ondas de até 2,5 m em Florianópolis.

Joaquina ganha passarela de madeira sobre as dunas, com rampa a partir do estacionamento

Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

Avenida da Saudade, no Itacorubi: pedestres e ciclistas passam a usar desvio pelo aterro a partir desta sexta

Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

Compartilhe

Prefeitura de Florianópolis quer cercar Praça XV

Revitalizar o Centro Histórico da Capital, incluindo a praça 15 de Novembro, o largo da Alfândega e o calçadão da João Pinto, é o objetivo de diferentes ações e projetos para a região, tanto do poder público quanto da sociedade. A reativação do terminal Cidade de Florianópolis para todas as linhas intermunicipais e a mobilização dos comerciantes para reanimar as vendas, a restauração da Casa de Câmara e Cadeia (o antigo prédio da Câmara Municipal) e a polêmica sugestão do fechamento da praça 15 durante a noite para evitar a invasão de mendigos são exemplos de ações para reverter a situação de abandono de uma das áreas mais nobres da Capital.

A proposta de fechar a praça 15 durante a noite foi apresentada pelo vice-prefeito e secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais de Florianópolis, João Batista Nunes. “De que adianta manter a praça aberta se quem usa não são os moradores, as famílias que querem visitar o local?”, argumenta João Batista. De acordo com o vice-prefeito, o projeto ainda está em fase de estudos, mas a ideia é manter a praça aberta para visitação pública e gratuita durante o dia e trancá-la no período noturno, com a vigilância de agentes da Guarda Municipal ou Polícia Militar. “Vamos ver o que se pode fazer e como a ideia será recebida pela sociedade que fará parte do processo de discussão”, afirma o vice-prefeito.

Embora polêmica e radical, a ideia não é tão revolucionária. Entre os anos de 1894 e 1912, o jardim da praça 15 já era murado e gradeado, conforme relatos da obra “Ruas de Florianópolis”, do escritor Adolfo Nicolich da Silva. Segundo o autor, as grades foram retiradas em 1912, no governo do prefeito Henrique Rupp. O portão principal que dava acesso à praça seria o que está instalado na entrada do cemitério São Francisco de Assis, no bairro Itacorubi, em Florianópolis.

Medida divide opiniões dos freqüentadores

O assunto divide opiniões entre comerciantes e moradores. Para a proprietária de uma banca na praça há 35 anos, Solange Maria da Costa, a ideia é radical. “Não haveria necessidade de fechar a praça se houvesse mais policiamento aqui. Também é preciso fazer os mendigos voltarem para as suas cidades”, avalia. Já o aposentado João Paulo Nazaré Bastos é favorável. “Depois das seis da tarde não tenho mais coragem de passar sozinho aqui”, conta ao lado dos amigos Wilson Losso e Waldir Vidal da Fonseca, que têm o mesmo posicionamento. Os moradores de rua, por sua vez, refutam a ideia. “Daqui a pouco vão querer privatizar a praça”, reclama um deles, Davi Amorim.

Opinião

“Acredito que deve haver alguma ideia melhor. Isso não é viável nem para o turismo. A prefeitura deveria buscar outras alternativas” – Diogo Martins, administrador.

“Acho que fechar é uma boa alternativa, mas também é preciso ter mais segurança e policiamento” – Waldir Vidal da Fonseca, aposentado.

Terminal será recuperado

Formado em dezembro passado, o Núcleo Terminal Cidade de Florianópolis, composto por representantes dos cerca de 80 estabelecimentos comerciais da região e apoiado pela CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) da Capital, realizou uma reunião na manhã de ontem para discutir iniciativas para reaquecer o comércio no local.

Eles esperam o cumprimento do prazo dado pela prefeitura para inaugurar o terminal, após uma reforma e a realocação no terminal de todas as linhas intermunicipais (parte delas foi desativada em 2003), no dia 23 de março, aniversário de Florianópolis. “A licitação já foi feita e as obras de reforma devem começar na semana que vem. Tudo indica que faremos a inauguração no dia 23”, informa o vice-prefeito.

De acordo com o coordenador do núcleo, o comerciante Antonio Carlos Wiezorkoski, desde que o terminal foi parcialmente desativado o movimento de consumidores caiu 80%. “Estamos desenvolvendo estratégias de divulgação do comércio local, com festividades e promoções na semana do dia 23 de março. Solicitamos parceria com algumas entidades para que nos forneçam suas estruturas de recreação, como desfiles, oficinas, teatros, leitura e brincadeiras, para chamar a atenção das pessoas”, explica.

Alto-falante

Gerente de uma loja de roupas e integrante do núcleo, Vera Lúcia Bueno já se encarregou de fazer a publicidade das mudanças. Com um microfone em punho e uma caixa de som na porta da loja, Vera chama a atenção das pessoas divulgando as novidades para o mês de março. “Eu creio na revitalização e ela vai sair. Nunca estivemos tão perto desta realidade”, diz a gerente.

(Por Maiara Gonçalves, Notícias do Dia, 25/02/2010, pag. 3)