Saias e vestidos para homens conquistam espaço no varejo tradicional

Meio ambienteSaias e vestidos para homens conquistam espaço no varejo tradicional

Casa dos Açores Museu Etnográfico, em Biguaçu, fecha para reforma estrutural e deve reabrir no primeiro semestre de 2027

Casarão administrado pela FCC fecha a partir desta quarta (4) para obras elétricas, hidráulicas, de telhado e de acessibilidade; oficinas e pesquisa seguem no espaço.

Festival Tambores do Axé leva “Uma Noite de Magia” a Biguaçu no dia 14 de novembro e abre o centenário de Mãe Hilca D’Iansã

Edição do festival reúne sete atrações no Centro de Eventos Fenix, sábado (14), às 21h, com arrecadação de alimentos para a Escola Pan-Africana Olodum Sul.

Villa Francioni abre a série Uvas e Vinhedos, que estreia nesta quarta-feira no canal Modo Viagem, da Globoplay

Vinícola pioneira em vinhos de altitude em Santa Catarina está entre as apresentadas pelo programa, que estreia às 20h30 desta quarta (4) no canal Modo Viagem.

Parque do Morro da Cruz ganha plano de manejo, com nove zonas e quase metade da área fechada à visitação

O Parque do Morro da Cruz, em Florianópolis, ganhou plano de manejo: nove zonas, 49,45% da área sem visitação e regras para o entorno. Veja o que muda.

Compartilhe

São Paulo 29/7/2021 – Queremos que saias sejam tão comuns no guarda-roupa masculino quanto a calça é no armário feminino

Especialistas afirmam que roupas de gênero fluido vieram para ficar.

Em março, quando o cantor Fiuk apareceu usando um vestido prateado na 21ª edição do Big Brother Brasil, a indústria da moda no país viu, finalmente, uma oportunidade para popularizar o que as passarelas tentavam levar às ruas há décadas: a saia para homens. De Jean-Paul Gaultier e Vivienne Westwood, a Marc Jacobs e Givenchy, passando por estilistas brasileiros como Alexandre Herchcovitch, muitas grifes renomadas já tentaram emplacar a peça no guarda-roupa do homem, sem grande sucesso comercial. “Lançamos saias e vestidos unissex no passado, mas foi a exposição da peça no BBB que realmente impulsionou a nossa produção”, conta Raíssa Mantovani, estilista do segmento masculino da C&A e líder de projetos de moda agênero da empresa. 

Apenas 24 horas após o episódio no reality show, a rede varejista lançou uma coleção-cápsula sem gênero composta de camiseta, saia e vestido, com modelagens amplas e cores neutras, apresentada ao público por um modelo masculino. Em apenas cinco dias, a rede, com 278 lojas no Brasil, vendeu 30% das peças em estoque, fazendo com que a empresa anunciasse a produção regular de saias e vestidos unissex. “Mais do que participar da discussão sobre fluidez de gênero, queremos que saias e vestidos sejam tão comuns no guarda-roupa masculino quanto a calça é no armário feminino”, afirma Raíssa.

A estilista, que pesquisa as mudanças desse mercado há cerca de dez anos, aponta a influência de outros fenômenos globais recentes. “A pandemia fez com que as pessoas buscassem roupas mais confortáveis e os homens viram nas saias e vestidos uma alternativa”, diz. “E tem também a força dos influenciadores digitais, especialmente no TikTok, que promovem ações como o #femboyfriday, onde meninos expressam seu estilo pessoal usando maquiagem e roupas antes relacionadas ao guarda-roupa feminino”, conta.

Segundo um relatório sobre percepções culturais divulgado pelo Twitter no ano passado, entre 2016 e 2019, as conversas sobre gênero aumentaram 176%, enquanto termos depreciativos sobre gênero diminuíram 57% na plataforma.

A repercussão do visual de Fiuk vem na esteira de outras celebridades internacionais como o cantor Harry Styles, que em novembro do ano passado foi capa da Vogue americana usando um vestido de babados. A lista não para por aí. De Post Malone, Bad Bunny, Lil Nas X e Kanye West até estrelas de gerações anteriores como Kurt Cobain, David Bowie e Mick Jagger, muitos famosos já vieram a público usando saias e vestidos. 

“Na última década, as marcas de moda vêm produzindo cada vez mais coleções fluidas de gênero para atender à demanda do consumidor. Em 2019, 56% dos consumidores da Geração Z compraram alguma peça fora de sua área de gênero designada”, afirma o norte-americano Rob Smith, da Phluid, empresa de consultoria para vestuário sem gênero. De olho no crescimento do mercado, nos últimos anos, redes globais como Zara, ASOS e Adidas passaram a oferecer opções agênero em suas linhas permanentes, tirando o caráter sazonal das peças. “Daqui para frente, varejistas tradicionais vão precisar refletir o sistema de valores da nova geração para ganhar fidelidade e seguir relevante no mercado”, afirma o especialista.

Website: https://busca.cea.com.br/vestido-unissex-midi-manga-longa-preto-9994450-preto/p