Projeto suaviza o cotidiano de crianças hospitalizadas em Florianópolis

SaúdeProjeto suaviza o cotidiano de crianças hospitalizadas em Florianópolis

Frio volta a SC com ciclone em alto-mar: mínima pode chegar a 0 °C na segunda e mar fica agitado no litoral

Defesa Civil prevê queda das temperaturas a partir de sábado (17), geada no Planalto Sul e no Meio-Oeste na segunda (19) e ondas de até 2,5 m em Florianópolis.

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Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

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Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

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“Todos podem dar um pouco de si”. Foi com esse pensamento que a professora do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas (DDV) Salma Ferraz idealizou o projeto Narrar para Alegrar, que leva o mundo da literatura infantil a crianças hospitalizadas. Financiada pelo Pró-Bolsa 2010, a equipe é formada por três bolsistas do curso de Letras, que realizam a contação de histórias. As atividades começaram em maio deste ano no Hospital Universitário, onde não tiveram sucesso devido a problemas burocráticos e administrativos. No Hospital Infantil Joana de Gusmão, onde o projeto recebeu mais apoio, a equipe faz duas visitas semanais, nas quartas e quintas-feiras, desde o mês de julho.

Engana-se quem pensa que tudo que é feito é abrir um livro e lê-lo em voz alta. Os bolsistas se empenham para distrair as crianças e levar a elas um pouco de diversão. Oficinas de dobradura, jogo da memória e outras brincadeiras já fizeram parte das atividades. A contação de histórias, feita maca por maca, é bem interativa: os estudantes interpretam os enredos, conversam com a criança e estimulam seu aprendizado. A bolsista Daniela Cristina da Silva, da quinta fase de Letras-Português, diz que muitas vezes quem mais sofre são os pais dos pacientes, por verem seus filhos enfermos, numa situação de sofrimento. Por isso, a equipe tenta incluí-los nas histórias, para que participem com a criança naquele momento especial e construam uma atmosfera confortável.

É inevitável que os bolsistas se apeguem aos pacientes. Aos poucos, crianças que eram ariscas e mostravam desinteresse passam a perguntar pelos “tios das historinhas”, reconhecer seus rostos e construir um vínculo com eles. Muitas vezes, a tarefa dos estudantes não é fácil. Visitar a ala de queimados e a oncologia, por exemplo, exige sangue frio. “Toda vez que vou lá é como seu eu levasse um tapa na cara”, descreve Luiz Henrique Flores, estudante da quarta fase de Letras -Alemão. Segundo os bolsistas, ver as crianças hospitalizadas é uma lição de gratidão pela própria vida. Algumas vezes, os pacientes estão tão apáticos que ignoram a presença dos visitantes. “Só saio de lá triste quando não consigo alcançá-los”, diz Daniela. Felizmente, essas ocasiões são exceção.

Os bolsistas ressaltam que toda a equipe do Joana de Gusmão se esforça para que o ambiente não pareça um hospital. “As alas são megacoloridas, os aventais das enfermeiras são enfeitados, cheios de adereços”, conta Luiz Henrique. Além disso, o hospital tem uma estrutura excelente, com brinquedoteca, salas de teatro, festas e recreação. Os estudantes contam com os livros da biblioteca do Colégio de Aplicação da UFSC para realizarem seu trabalho. Mariana Hoffmann, da sexta fase de Letras Português é a outra bolsista do projeto.