O vereador Afrânio Boppré (PSOL) divulgou nesta terça-feira, 22, que entrará com nova denúncia de quebra de decoro parlamentar contra Marcos Aurélio Espíndola, o Badeko, e Cesar Faria, ex-presidente da Câmara de Florianópolis, por conta do envolvimento de ambos na investigação da Polícia Federal relativa à Operação Ave de Rapina. Afrânio foi o autor das denúncias que levaram ao afastamento dos dois de suas funções na Casa. Nesta segunda-feira, uma decisão judicial liberou o retorno de Badeko, ainda que com restrições.
Confira abaixo a íntegra do comunicado oficial do vereador:
"Considerando a decisão do juiz Marcelo Volpato de Souza, da Vara do Crime Organizado na Capital, que determinou no último dia 18 a recondução de Badeko (PSD) à Câmara Municipal de Florianópolis;
"Considerando que em seu despacho o juiz Volpato limita o exercício de Badeko não permitindo a sua participação na Mesa Diretora, Conselho de Ética e, especialmente, em assuntos relacionados aos fatos investigados, como o Projeto de Lei Cidade Limpa;
"Considerando que Badeko, além da Operação 'Ave de Rapina', também já é investigado em outra operação, denominada 'Falsa Impressão', assim sendo, pesam contra ele três processos e um inquérito policial aberto.
"Considerando a suspensão dos processos de cassação dos vereadores Badeko e Cesar Faria (PSD), abertos por solicitação do Mandato Afrânio Boppré (PSOL), determinada pelo juiz Laudenir Fernando Petroncini, alegando falhas processuais;
"Considerando que as provas, já tornadas públicas, especialmente as escutas telefônicas autorizadas, incluídas no relatório da Polícia Federal, que claramente revelam posturas ilícitas e a quebra de decoro parlamentar por parte de Badeko e Cesar Faria;
"Considerando a expectativa da população de encontrar na Câmara uma resposta firme aos atos que comprometeram seriamente a imagem e a credibilidade do Legislativo Municipal;
"O Mandato do vereador Afrânio Boppré decidiu, nesta terça-feira (22), apresentar à Mesa Diretora da Câmara de Vereadores nova denúncia de quebra de decoro contra os dois parlamentares, amparada nos relatórios da Polícia Federal, denúncia do Ministério Público e Decisões Cautelares da Justiça, solicitando a abertura do devido processo ético e demais providências."



