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quinta-feira, setembro 23, 2021
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Combustíveis puxam alta da inflação em fevereiro, mostra índice da Udesc Esag

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Combustíveis puxam alta da inflação em fevereiro, mostra índice da Udesc Esag

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A inflação percebida pelos consumidores de Florianópolis voltou a acelerar em fevereiro (0,87%, contra 0,70% em janeiro). Os preços ligados aos transportes, que correspondem a quase um quinto do orçamento das famílias, subiram 3,39%, puxados principalmente pelos combustíveis para automóveis (alta de 8,49%).

Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado mensalmente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), com apoio da Fundação Esag (Fesag). Nos dois primeiro meses do ano a inflação já acumula 1,58% e nos últimos 12 meses, subiu para 5,67%.

Alimentação

Quase todos os grupos de preços pesquisados subiram no último mês. As exceções foram os alimentos e bebidas (-0,22%) – a queda foi ainda maior (-1,34%), se considerada apenas a comida consumida em casa – e vestuário (-0,30%). Mesmo com a alimentação representando mais de 20% do índice, essa redução não foi suficiente para segurar a alta da inflação.

As maiores quedas foram as da batata inglesa (-21%), maçã (-12%), tomate (-11%), mamão (-9,7%), ovos de galinha (-7,7%), leite longa vida (-5,5%) e arroz (-3,2%). Por outro lado, subiram a margarina (6%), beterraba (6%), patinho bovino (5,7%), abacaxi (4,6%), bisteca suína (4,2%), queijo minas (3%), açúcar cristal (2,5)%, queijo parmesão (2,5%) e azeite de oliva (2,25%).

Outros preços

Além dos transportes, houve aumento nos grupos de preços ligados a habitação (0,22%), saúde e cuidados pessoais (1,06%), despesas pessoais (0,55%), artigos de residência (0,56%), educação (0,31%) e comunicação (0,34%). Neste último grupo, houve aumento de 4,35% nos preços de planos de TV por assinatura.

Sobre o Índice de Custo de Vida

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. Para o último boletim mensal, os dados foram coletados entre os dias 1º e 28 de fevereiro.

A metodologia é a mesma usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial para a meta de inflação nacional. Para o cálculo do ICV, a Udesc Esag conta com o apoio da Fundação Esag. (Fesag) na atualização das ferramentas utilizadas.

Mais informações podem ser obtidas em udesc.br/esag/custodevida, onde é possível consultar os boletins mensais (desde 2010) e as séries históricas (desde junho de 1994) do ICV/Udesc Esag.

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