Comércio pode perder até R$ 400 milhões por dia com o bloqueio das rodovias em SC

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Após uma semana de protestos, com cerca de 20 rodovias bloqueadas por caminhoneiros e agricultores, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo fez um levantamento do impacto da paralisação na economia catarinense. A Fecomércio SC estimou que o impacto negativo da paralisação dos caminhoneiros no Estado pode chegar até a 0,6% do PIB nas regiões afetadas. Na região Oeste, onde a paralisação é maior, esse valor pode significar R$ 150 milhões por dia.

Para todo o Estado a perda, na pior das hipóteses, no caso de uma paralisação total, pode chegar a R$ 630 milhões de perdas diárias. Como os bloqueios nas estradas, apesar de muitos ainda serem pontuais, estima-se que o impacto por dia possa girar entre 40% e 50% desse valor.

No comércio, a perda pode chegar a R$ 400 milhões por dia de paralisação na receita bruta em todo o Estado. Nos primeiros dias, estima-se que a perda girou em torno de R$ 80 milhões diários.

Negociações

Governo federal e representantes dos caminhoneiros anunciaram, no final da quarta-feira, 25, após negociações que levaram mais de 10 horas em Brasília, terem chegado a um acordo para tentar por fim ao bloqueio das estradas. Para atender às demanda do movimento, o governo ofereceu um pacote de medidas incluindo a renegociação de dívidas do setor e informou ter recebido da Petrobras a garantia de que os preços do diesel não subirão pelos próximos seis meses.

Caso a paralisação permaneça, as regiões portuárias de Itajaí e São Francisco serão as mais impactadas. Com isso, a balança comercial de Santa Catarina perderá em receita de exportação, já que quase 70% dos produtos exportáveis pelo porto de Itajaí vêm dos locais em conflito.