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domingo, setembro 19, 2021
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Comissão de Legislação Participativa promove debate sobre beach points de Jurerê Internacional

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Comissão de Legislação Participativa promove debate sobre beach points de Jurerê Internacional

A permanência dos clubes, bares e restaurantes nas areias do balneário de Jurerê Internacional foi tema de debate na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira, 1, promovido pela Comissão de Legislação Participativa. As informações são da Agência Alesc.

A deputada Angela Albino (PCdoB), que preside o colegiado, mediou a reunião ampliada sobre o tema, da qual participaram moradores, representantes da Prefeitura de Florianópolis, do Ministério Público Federal, da Superintendência do Patrimônio da União, empresários e representantes do trade turístico do Estado.

De um lado a questão do turismo e de seu impacto econômico na Capital. Do outro, o direito requerido por moradores de Jurerê Internacional que convivem com os transtornos causados pelos estabelecimentos comerciais, alegados por eles, como som alto, acúmulo de lixo e ocupação irregular de áreas de preservação permanente, áreas públicas e as areias da praia.

No próximo dia 8, haverá uma audiência de conciliação na Justiça para tratar da causa. A Habitasul, consórcio responsável pelo loteamento, entrou com novo recurso contra o cancelamento da inscrição de ocupação destes estabelecimentos. “A Habitasul não cometeu irregularidades. Não existe decisão judicial que determine a demolição dos clubes de praia”, afirmou Carlos Leite, diretor do consórcio.

O presidente da Associação dos Moradores de Jurerê Internacional, João Bergamasco, disse que “ninguém é contra o desenvolvimento do turismo em Florianópolis. Porém, o direito de quem lá vive está sendo lesado”. Criticou a falta de estrutura turística no bairro e na cidade. “Temos atendimento ruim, restaurantes ruins e ruas esburacadas, inclusive em Jurerê Internacional. Quem coloca o dinheiro no bairro são os moradores e não o turismo”.

O trade turístico defende a permanência dos beach points na cidade.“São mais de 30 anos ininterruptos para se fazer o nosso produto o melhor do turismo nacional. Jurerê Internacional saiu do nada e é o nosso cartão de visita. Por que desfazer o nosso turismo em interesse de poucas pessoas”, argumentou Estanislau Bresolin, presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Santa Catarina (Fhoresc). O setor teme perdas econômicas e diminuição do movimento já para a próxima temporada.

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