Concertos didáticos levam música instrumental a escolas públicas de Florianópolis

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Na segunda fase do projeto em 2026, o Bloco Ponte Que Pariu leva a Fanfarra da Ponte Show a alunos e professores da rede pública, com apresentações em setembro na Serrinha, na Lagoa da Conceição e no Monte Cristo.

Conhecido pela atuação no Carnaval de Florianópolis, o Bloco Ponte Que Pariu ampliou sua programação em 2026 para além das festividades de fevereiro. Na segunda fase do projeto neste ano, a iniciativa leva palestras, rodas de conversa e concertos didáticos a alunos e professores da rede pública, aproximando a música instrumental brasileira de diferentes comunidades da cidade.

Realizado em 1º de fevereiro, na Beira-mar do Estreito, o Festival Ponte Que Pariu marcou a abertura do Carnaval 2026 em Florianópolis com mais de 13 horas de programação gratuita e cerca de 40 mil pessoas. Em sua quarta edição, o evento ocupou a região continental da cidade com cortejo de carnaval de rua, trio elétrico e shows em palco fixo, reunindo a Fanfarra da Ponte, artistas da cena local e o carioca Monobloco.

Nesta segunda fase, no segundo semestre de 2026, o bloco leva música e conhecimento à rede pública. Entre as ações estão os concertos didáticos da Fanfarra da Ponte Show, formação reduzida da Fanfarra da Ponte que reúne professores da associação e profissionais da música. O grupo é formado por Vavá, na zabumba; Ricardo Lagartixa, no repique e na caixa; Eva Figueiredo, no sax soprano; Carlão, no trombone; Chico Antunes, no trompete; e Lalo, na tuba.

A programação começou em agosto. No dia 24, a apresentação ocorreu na Escola Osvaldo Galupo, na Agronômica, e, no dia 28, na Escola Osmar Cunha, em Canasvieiras. Em setembro, os concertos seguem para outros três bairros: Serrinha, Lagoa da Conceição e Monte Cristo.

No dia 9 de setembro, a Casa São José, na Serrinha, recebe duas apresentações, às 10h30 e às 13h. No dia 11, o concerto será na Escola Francisco Garcêz, na Lagoa da Conceição. A programação termina em 14 de setembro, no Centro de Educação Popular (CEDEP), no Monte Cristo.

Com repertório de música popular brasileira e arranjos próprios, a Fanfarra da Ponte Show propõe um contato direto entre músicos e estudantes. As apresentações têm caráter didático e procuram despertar a curiosidade, ampliar o repertório cultural e aproximar crianças e jovens da linguagem musical.

“Graças ao Programa de Incentivo à Cultura (PIC) conseguimos prolongar nosso projeto e conectar a cultura carnavalesca com as crianças de diferentes comunidades de Florianópolis. Fazer festa é muito bom, mas fazer festa com propósito, levando arte e cultura, é melhor ainda”, afirma Marinho Freire, produtor do projeto.

Para Ricardo Lagartixa, cofundador e professor de percussão da Fanfarra da Ponte, os concertos didáticos são momentos de troca com crianças e adolescentes de diferentes idades e comunidades da Grande Florianópolis. O trabalho, segundo ele, fortalece a identificação do grupo com as pessoas da região e é viabilizado pelo Festival Ponte Que Pariu.

Além dos concertos, a segunda fase inclui uma palestra sobre economia criativa com Daniele Canedo, no dia 23 de setembro, às 19h, no Museu da Escola Catarinense (MESC). Também está previsto um bate-papo com Luiz Antonio Simas, ainda sem data definida.

A segunda fase do Festival do Bloco Ponte Que Pariu é uma realização da JF Produções, com o Brasil Atacadista como incentivador. O projeto foi viabilizado pela Lei nº 17.942, de 12 de maio de 2020.