Conheça três exemplos de inovação com reconhecimento facial de empresas de SC

TecnologiaConheça três exemplos de inovação com reconhecimento facial de empresas de SC

Casa dos Açores Museu Etnográfico, em Biguaçu, fecha para reforma estrutural e deve reabrir no primeiro semestre de 2027

Casarão administrado pela FCC fecha a partir desta quarta (4) para obras elétricas, hidráulicas, de telhado e de acessibilidade; oficinas e pesquisa seguem no espaço.

Festival Tambores do Axé leva “Uma Noite de Magia” a Biguaçu no dia 14 de novembro e abre o centenário de Mãe Hilca D’Iansã

Edição do festival reúne sete atrações no Centro de Eventos Fenix, sábado (14), às 21h, com arrecadação de alimentos para a Escola Pan-Africana Olodum Sul.

Villa Francioni abre a série Uvas e Vinhedos, que estreia nesta quarta-feira no canal Modo Viagem, da Globoplay

Vinícola pioneira em vinhos de altitude em Santa Catarina está entre as apresentadas pelo programa, que estreia às 20h30 desta quarta (4) no canal Modo Viagem.

Parque do Morro da Cruz ganha plano de manejo, com nove zonas e quase metade da área fechada à visitação

O Parque do Morro da Cruz, em Florianópolis, ganhou plano de manejo: nove zonas, 49,45% da área sem visitação e regras para o entorno. Veja o que muda.

Compartilhe

Varejo, saúde e cibersegurança estão apostando na tecnologia para otimizar áreas de negócio

Com a digitalização de processos e a crescente demanda por segurança, o reconhecimento facial se consolida como uma solução promissora que mantém destaque e ritmo de crescimento  mesmo com o mercado olhando principalmente para a Inteligência Artificial. De acordo com estimativas da Statista, o mercado brasileiro de reconhecimento facial deve movimentar cerca de US$87 milhões em 2025. O setor tem os Estados Unidos como o maior mercado, local onde deverá somar US$1,43 bilhão em movimentações no mesmo ano.

A expansão é impulsionada por aplicações que unem inovação, proteção de dados e eficiência operacional. No Brasil, o reconhecimento facial tem ganhado força desde a Copa do Mundo de 2014, quando começou a ser testado. Pouco mais de dez anos depois deste marco, o sistema passou a ser obrigatório em estádios brasileiros com mais de 20 mil lugares, devido à Lei Geral do Esporte.

Ou seja, a tecnologia está cada vez mais presente no cotidiano e é adotado em diferentes contextos, desde a identidade de acesso ao celular até entradas em portarias e confirmações de pagamento, com o potencial de garantir identificação segura, reduzir fraudes e agilizar processos. 

Especialistas em tecnologia de Santa Catarina apresentam três exemplos de uso da solução:

Check-in automático em estabelecimentos de saúde
Com foco em modernizar o atendimento no setor de saúde, a Nina Tecnologia desenvolveu um sistema de check-in automático baseado em reconhecimento facial. A solução identifica pacientes em segundos, mesmo com o uso de máscaras, e elimina a necessidade de apresentar documentos físicos ou carteirinhas. Já adotada por redes privadas de saúde, a ferramenta tem ajudado a reduzir filas e otimizar o fluxo de recepção em hospitais e clínicas, além de reforçar a segurança no acesso a áreas restritas.

Segundo Roberto Dozol, fundador da Nina Tecnologia, o uso da biometria facial tende a se tornar parte do cotidiano nos estabelecimentos de saúde, como clínicas e hospitais. “Acreditamos que a identificação rápida e segura será essencial para o futuro da saúde, tanto para garantir a experiência do paciente quanto para proteger dados sensíveis e reduzir riscos de fraudes”, afirma. Para ele, a digitalização do acesso é um passo necessário para aproximar o setor dos padrões de inovação consolidados em outras áreas da economia.

Biometria facial integrada a camadas de verificação digital

Com mais de duas décadas de atuação, a Bry, empresa referência nacional em tecnologia de identificação digital do grupo Certifica&CO, aposta na biometria facial para ampliar a segurança em processos de identificação digital. Sua solução Bry iD, desenvolvida com tecnologia própria, é usada por bancos, prefeituras e instituições públicas para autenticação de usuários com base em reconhecimento facial e múltiplas camadas de validação. A ferramenta é integrada a sistemas como assinatura eletrônica e carimbo do tempo, garantindo rastreabilidade, validade jurídica e conformidade com a LGPD.

Além da identificação facial, a Bry iD também conta com verificação de vivacidade e proteção contra deepfakes, fatores essenciais em um contexto de crescimento das fraudes digitais. Em 2024, a empresa registrou mais de 500 mil transações biométricas por mês. Para Carlos Tatara, diretor de tecnologia da Bry, a biometria facial é hoje uma das formas mais eficientes de autenticação digital. “Quando combinada com tecnologias complementares, como assinatura digital e carimbo do tempo, oferece uma jornada segura, fluida e juridicamente válida em qualquer contexto de uso”, afirma.

IA proporcionando maior segurança no setor varejista 

Com solução própria que evita perdas e fraudes e atuação nacional, a Deconve vem ganhando destaque no setor ao utilizar câmeras inteligentes integradas a um software proprietário com reconhecimento facial e detecção em tempo real. O sistema opera com uma base de dados colaborativa, na qual os próprios clientes podem cadastrar ocorrências e indivíduos suspeitos, promovendo uma espécie de “vizinhança comunitária” entre varejistas.

“O diferencial da Deconve está na combinação de tecnologia com inteligência compartilhada, o que permite antecipar e inibir tentativas de furto com alto grau de precisão e respeito ao cliente final. Não vendemos reconhecimento facial: vendemos prevenção de perdas com foco na segurança e na experiência de compra”, afirma Rodrigo Tessari, CEO da startup.

Com esta solução única, dados da empresa apontam seu crescimento acelerado diante do mercado, dobrando o faturamento anualmente. A expectativa é fechar 2025 em R$ 2 milhões e o triplo para 2026, cerca de R$ 6 milhões e R$ 8 milhões.

Foto: Divulgação/Freepik