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quarta-feira, setembro 22, 2021
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Covid-19: taxa de letalidade em Palhoça é a menor entre as 15 maiores cidades de SC

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Covid-19: taxa de letalidade em Palhoça é a menor entre as 15 maiores cidades de SC

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Alto índice de pacientes recuperados é resultado das ações implementadas pela Prefeitura

 

 

 

O município de Palhoça apresenta a menor taxa de letalidade por complicações provocadas pela Covid-19 entre as 15 maiores cidades de Santa Catarina, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do painel de casos de Covid-19 do Governo do Estado.

 

Segundo os números atualizados pela Secretaria da Saúde na tarde desta terça-feira (6), Palhoça registrou, desde o início da pandemia, 244 óbitos, entre 24.786 infectados. Isso representa uma taxa de letalidade de 0,96%, a menor entre os 15 municípios mais populosos de Santa Catarina. Em Chapecó, por exemplo, o índice é de 1,7%, e em Florianópolis, de 1,14%. A cidade que apresenta o maior índice de letalidade entre os maiores municípios do estado é Itajaí, com 2,24%.

 

“O alto índice de recuperação de pacientes em Palhoça pode ser explicado pelas ações que a Prefeitura vem desenvolvendo desde o início da pandemia, com o acompanhamento rotineiro dos infectados por parte da Secretaria de Saúde”, reflete o prefeito Eduardo Freccia.

 

Desde os primeiros casos, o município articulou uma central de monitoramento para acompanhar a evolução dos pacientes. Neste ano, com o pico de contágio registrado em fevereiro, a Secretaria de Saúde reforçou a estrutura de atenção à doença, criando um centro de referência de atendimento aos pacientes sintomáticos de Covid-19 na Unidade Básica de Saúde (UBS) Central, que já atendeu 3.468 pacientes.

 

No centro de referência, são realizados agendamentos e testagens em massa (mais de 42 mil testes já foram feitos pelo município desde o início da pandemia), com teste do tipo PCR, para detecção do vírus e prescrição de medicamentos já nos primeiros sintomas. Ainda em 2020, a Secretaria de Saúde expediu norma técnica em relação ao chamado tratamento precoce. A nota pondera que, em razão da falta de estudos consistentes que comprovem a eficácia de um tratamento específico em nível inicial, não seria prudente estabelecer um protocolo clínico padrão, mas a Secretaria de Saúde concedeu liberdade para cada médico estabelecer o tratamento que julgasse adequado.

 

O acompanhamento clínico é importante, porque os médicos têm condições de mensurar dosagens, contraindicações e potenciais efeitos colaterais de alguns medicamentos que têm sido utilizados no tratamento precoce. A nota técnica cita, por exemplo, a utilização da hidroxicloroquina e da ivermectina, como antivirais mais utilizados na fase inicial; com relação aos antibióticos, a preferência tem sido pela azitromicina ou a moxifloxacina; com relação aos corticoides, têm sido mais prescritos a prednisona ou a prednisolona; e também está documentada a opção de utilizar no tratamento anticoagulantes, como a rivaroxabana, a enoxaparina e a warfarina; e como medicações auxiliares, também têm sido recomendadas a ingestão de vitamina D e zinco.

 

UPA 24h preparada para pacientes com Covid-19

 

A partir do agravamento dos casos, a UPA 24h do Bela Vista recebeu adequações, com ampliação dos recursos humanos, incluindo a implantação de cardiologista e fisioterapeuta, além da instalação de seis leitos de enfermaria com suporte de respiração mecânica (respiradores), o que vem possibilitando a estabilização de casos mais graves até a abertura de novas vagas na rede hospitalar estadual.

 

No período de 1º de janeiro até 6 de abril, a UPA do Bela Vista atendeu 58.351 pacientes, dos quais, 703 casos eram suspeitos de Covid-19. No mesmo período, foram atendidos cerca de 1.030 moradores de outras cidades, como São José, Florianópolis, Santo Amaro da Imperatriz, Paulo Lopes, Biguaçu e Águas Mornas.

 

Queda no número de infectados

 

Há quatro semanas, vem sendo registrada a diminuição dos casos ativos de Covid-19 em Palhoça, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde. As medidas restritivas adotadas a partir de fevereiro foram imprescindíveis para reduzir a contaminação no município.

 

No dia 12 de fevereiro, começaram a ser publicados decretos prevendo maior restrição em Palhoça. Imediatamente, operações conjuntas de fiscalização foram organizadas diariamente para garantir o cumprimento das normas. A ação, coordenada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Segurança Pública, teve participação da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Vigilância Sanitária e de todos os auditores fiscais municipais, aos quais foi delegada a fiscalização das ações de combate à Covid-19.

 

Cerca de duas semanas mais tarde, começou a ser registrada a redução dos casos confirmados em Palhoça. Acima de tudo, houve, por grande parte da população, uma elogiada cooperação acerca do cumprimento dos decretos, resultando na melhora dos índices de novos casos.

 

Para acessar os dados do enfrentamento à pandemia da Covid-19 no município de Palhoça clique aqui.

 

 

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