daSilva estreia individual “Corpos em Festa” na Fundação Cultural Badesc

VariedadesdaSilva estreia individual “Corpos em Festa” na Fundação Cultural Badesc

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Exposição que integra o Circuito de Exposições Poéticas da Relação e celebra o corpo, a vida e os sonhos por meio de pinturas e bordados, será aberta na terça-feira, dia 16 de setembro

O artista paulista daSilva inaugura sua primeira exposição individual, “Corpos em Festa”, na terça-feira, 16 de setembro, às 19h, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis. A mostra reúne 36 obras entre pinturas em tela, tecido, bordados manuais, vídeo e fotografias, e integra o Circuito de Exposições Poéticas da Relação, parte do 3º Encontro de Poéticas da Relação (EPD). A visitação é gratuita e seguirá até 2 de outubro.

Com curadoria de Juliana Crispe e Luciara Ribeiro, a mostra propõe uma celebração da vida através do corpo em movimento, das festas e das crenças populares. Segundo o artista, a exposição convida o público a experimentar a liberdade que os sonhos podem proporcionar, em uma narrativa visual que mistura sensibilidade, ancestralidade e resistência. “É muito mágico poder apresentar meu trabalho individualmente pela primeira vez, após dez anos de trajetória artística”, destaca daSilva, que trabalhou por cinco meses na concepção da mostra.

A exposição acontece na Fundação Cultural Badesc, espaço reconhecido por valorizar artistas em ascensão e fomentar trocas significativas com o público. “Minha expectativa é de boas conversas e conexões com os visitantes. A Fundação é um lugar necessário e importante para a visibilidade de artistas em ascensão”, afirma o artista.

Em uma parceria com Fundação Cultural Badesc, localizada na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis, a produção da individual é assinada por Lorena Galeri, Aline Mararú, Willian Costa e Sofia Guarda. A organização é do AYA Laboratório Pós-Colonial e Decolonial FAED/UDESC, Armazém Coletivo Elza e Projeto de Pesquisa Arte Menor CEART/UDESC.

“Corpos em Festa” integra um circuito composto por onze exposições, sendo seis coletivas e cinco individuais, que ocupam diferentes espaços expositivos de Florianópolis entre os meses de setembro e outubro de 2025. A curadoria geral é assinada por Juliana Crispe. O projeto com a característica de ser inteiramente composto por artistas negros, indígenas e LGBTQIAPN+ conta com curadoria educativa de Juliana Crispe e Léo Eslabão.

Sobre o artista

daSilva (Kevin da Silva) é artista visual, bordador e educador, nascido e criado na zona leste de São Paulo. Sua produção transita entre o bordado livre, a pintura e a aquarela, combinando técnicas artesanais com uma pesquisa sensível sobre identidade, ancestralidade e espiritualidade. Durante alguns anos, viveu como monge vaishnava, experiência que influencia profundamente sua visão poética e filosófica do mundo – atravessando tanto suas imagens quanto os rituais que propõe em suas obras. Seu trabalho já foi destaque em veículos como Casa e Jardim, O Globo, revista Piauí e L’Officiel Hommes, além de integrar exposições como a Casa Cor (2024) e Lélia em Nós, no SESC Vila Mariana. Participa de ações educativas em centros culturais e unidades do SESC, propondo trocas a partir de técnicas manuais e processos simbólicos.

Sobre as curadoras

Juliana Crispe é curadora independente, pesquisadora, professora, arte-educadora, artista visual. Atua como professora nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Artes Visuais e no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais no CEART/UDESC. Coordena o Projeto Armazém (2011- ), projeto que apresenta através de exposições, seminários, oficinas, feiras de arte e seu acervo, obras que sejam múltiplos, artes gráficas, publicações de artista, de pequenas e grandes tiragens. Desde 2016 coordena o “Instituto Armazém Coletivo Elza” em Florianópolis/SC, um coletivo de mulheres e pessoas não binárias com o objetivo de promover arte, cultura, publicações de artistas, educação, infância, direitos sexuais e reprodutivos, saúde coletiva e empoderamento. Coletivo ativista nas causas Feministas, Negras, Indígenas, Anticapacitista e LGBTQIAPN+. Participa como membra avaliativa de Conselhos, Comissões de Editais e Salões de Artes Visuais pelo Brasil. É membra da ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Arte.

Luciara Ribeiro é educadora, pesquisadora e curadora. Mestra em história da arte pela Universidade Federal de São Paulo e pela Universidade de Salamanca. Tem graduação em história da arte também pela Universidade Federal de São Paulo. Interessa-se por questões relacionadas à decolonização da educação e das artes e pelo estudo das artes não ocidentais, em especial as africanas, afro-brasileiras e ameríndias.