Um tapete escorregadio, um degrau pouco visível ou a falta de luz no caminho até o banheiro podem passar despercebidos por anos, mas, para quem tem osteoporose, uma queda dentro de casa pode terminar em fratura. No Dia Mundial da Osteoporose, nesta terça-feira (20), a médica intensivista Elizabeth Buss Lunardelli, coordenadora do Programa de Longevidade da DOM Senior Living, explica por que diagnóstico, tratamento, força muscular, equilíbrio e segurança no ambiente doméstico precisam entrar na rotina antes do primeiro acidente.
O alerta ganha peso com o envelhecimento da população: segundo o Censo 2022, o Brasil já tem mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.
Em resumo
- Doença silenciosa: a osteoporose reduz a resistência dos ossos e pode não dar sintomas até a primeira fratura.
- Quem deve ficar atento: pessoas acima de 50 anos e quem já teve fratura por fragilidade óssea.
- Diagnóstico: a densitometria óssea ajuda a avaliar a densidade mineral dos ossos; o tratamento pode combinar medicamentos, orientação nutricional e exercícios.
- Prevenção de quedas: fortalecimento muscular, treino de equilíbrio, cuidado com a visão e revisão de remédios que causam tontura ou sonolência.
- Casa segura: boa iluminação, circulação livre de obstáculos, pisos adequados e apoios no banheiro.
Por que a prevenção deve começar antes da primeira queda?
Alterações no equilíbrio, na visão ou na mobilidade são comuns e aumentam o risco de quedas. Para quem tem osteoporose, as consequências podem ser especialmente graves, porque a doença deixa os ossos mais frágeis. Como ela pode evoluir sem sintomas, muitas vezes só é descoberta depois de uma fratura. Por isso, a avaliação da saúde óssea e a identificação de fatores de risco são fundamentais, sobretudo após os 50 anos.
“Quando falamos em prevenção de quedas, precisamos considerar diferentes fatores, como força muscular, equilíbrio, visão, uso de medicamentos e condições do ambiente doméstico. Também é fundamental realizar os exames indicados para avaliar a saúde óssea, diagnosticar a osteoporose e definir o tratamento mais adequado. Muitas vezes, a doença evolui sem sintomas e só é descoberta após uma fratura. Por isso, esses cuidados precisam começar antes que aconteça um acidente”, afirma Elizabeth.
Como a osteoporose é diagnosticada e tratada?
A investigação considera a idade, o histórico familiar, fraturas anteriores e outras condições clínicas. Entre os exames está a densitometria óssea, que avalia a densidade mineral dos ossos. Quando há diagnóstico, o tratamento pode envolver medicamentos, orientação nutricional e exercícios adequados às condições de cada paciente. A avaliação médica define as medidas indicadas em cada caso.
O que reduz o risco de quedas no dia a dia?
Os cuidados devem ser avaliados individualmente. Exercícios de fortalecimento muscular e equilíbrio, atenção à visão e revisão de medicamentos que possam provocar tontura ou sonolência estão entre as medidas que ajudam a evitar acidentes. Para pessoas com osteoporose, a prescrição de exercícios precisa considerar o risco de fratura, as condições clínicas e eventuais limitações.
A casa merece a mesma atenção. A circulação deve ficar livre de obstáculos, a iluminação precisa permitir enxergar desníveis e os banheiros exigem cuidado especial. A escolha dos pisos, a disposição dos móveis e a instalação de apoios também fazem diferença.
“A organização da casa também influencia a segurança no dia a dia. Uma boa iluminação, espaços de circulação livres e banheiros adequados ajudam a reduzir riscos. Quando associamos esses cuidados à atividade física e ao acompanhamento da saúde, conseguimos trabalhar a prevenção de forma mais abrangente”, explica a médica.
Moradia pensada para a longevidade
Essa preocupação vem sendo incorporada a projetos residenciais voltados à longevidade. No LOMA Pedra Branca by DOM Senior Living, na Grande Florianópolis, o planejamento dos ambientes considera a circulação e o uso cotidiano por pessoas com diferentes condições de mobilidade. O empreendimento tem academia, piscina aquecida e um Programa de Longevidade com acompanhamento multidisciplinar, cuja equipe técnica orienta sobre a preservação da força muscular e da capacidade funcional.
O cuidado preventivo permite identificar riscos antes que um acidente mude a rotina. Uma queda com fratura pode exigir internação, reabilitação e apoio, temporário ou prolongado, para atividades que antes eram feitas de forma independente.
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Foto: Magnific/Divulgação



