Do hype à transformação: como a IA está redesenhando empresas tradicionais de tecnologia em SC

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Festival Tambores do Axé leva “Uma Noite de Magia” a Biguaçu no dia 14 de novembro e abre o centenário de Mãe Hilca D’Iansã

Edição do festival reúne sete atrações no Centro de Eventos Fenix, sábado (14), às 21h, com arrecadação de alimentos para a Escola Pan-Africana Olodum Sul.

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Vinícola pioneira em vinhos de altitude em Santa Catarina está entre as apresentadas pelo programa, que estreia às 20h30 desta quarta (4) no canal Modo Viagem.

Parque do Morro da Cruz ganha plano de manejo, com nove zonas e quase metade da área fechada à visitação

O Parque do Morro da Cruz, em Florianópolis, ganhou plano de manejo: nove zonas, 49,45% da área sem visitação e regras para o entorno. Veja o que muda.

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Empresas criam laboratórios internos para acelerar a produção de soluções com inteligência artificial; movimento revela como a IA exige reestruturações estratégicas, e não apenas tecnológicas

A onda da inteligência artificial generativa não tem impactado apenas startups ou novos negócios. Empresas já consolidadas no setor de tecnologia estão reformulando suas estruturas para acompanhar a velocidade das transformações. Mais do que integrar IA a produtos existentes, o desafio tem sido reposicionar a própria lógica de desenvolvimento e operação.

Segundo a consultoria McKinsey, 65% das empresas globais já utilizam IA generativa em algum nível, o que sinaliza uma adoção significativa. No entanto, os usos mais promissores ainda estão em estágio de exploração, especialmente em companhias com legados tecnológicos robustos e ciclos mais longos de inovação.

Empresas como Atomsix e Monking, ambas da Grande Florianópolis, decidiram apostar em laboratórios internos dedicados à experimentação com IA, funcionando como núcleos de inovação para desenvolvimento de novas soluções.

Na Atomsix, estúdio global de design e tecnologia, o A6 Labs funciona como um laboratório com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de produtos digitais com foco em performance, usabilidade e escalabilidade. “Nosso foco está em combinar dados, design e tecnologia para desenvolver soluções que aumentem a eficiência operacional e a experiência dos usuários. Vamos trabalhar junto a empresas que queiram transformar seus produtos digitais usando inteligência artificial de forma ética, escalável e centrada nas pessoas”, afirma Guilherme Ferreira, CEO da Atomsix.

Na mesma linha, a Monking, empresa especialista em comunicação para inovação, criou um estúdio audiovisual de IA generativa, por meio de uma parceria com a startup Treehouz. O espaço servirá como ambiente de testes e criação de novos formatos de conteúdo automatizado com uso de IA para imagem, vídeo, 3D e outras linguagens visuais.

“A produção de conteúdo está cada vez mais automatizada, mas isso não significa que precisa ser genérica. Nosso objetivo é usar IA para escalar produção com criatividade e inteligência estratégica. Essa parceria nos permite entregar algo que nenhuma agência tradicional oferece hoje”, diz Eduardo Vieira, CEO da Monking.

A movimentação das empresas tradicionais acompanha uma tendência global de reestruturação nos setores de tecnologia, mídia e telecom. Segundo a McKinsey, a IA generativa pode representar um impacto econômico de US$ 380 a 690 bilhões ao ano nesses mercados, sendo até US$ 460 bilhões no segmento de alta tecnologia.

No entanto, adotar IA de forma estratégica ainda é um desafio em muitas organizações. Um levantamento da ISC, entidade global de certificação em segurança cibernética, mostra que 45% das empresas ainda não possuem uma estratégia clara para IA, o que reforça que o entusiasmo do mercado muitas vezes precede a maturidade de aplicação.

Essa lacuna estratégica não afeta apenas grandes corporações. No Brasil, uma pesquisa encomendada pela Microsoft indica que 75% das micro, pequenas e médias empresas estão otimistas quanto ao impacto da IA em seus negócios, mas o cenário ainda é de descoberta e adaptação.

Nos dois exemplos, da Atomsix e da Monking, a criação de laboratórios reflete uma aposta que vai além do modismo. “Trata-se de construir ambientes controlados para testar, errar rápido, e aprender a usar IA de forma integrada à lógica de negócios. E isso envolve não só tecnologia, mas também cultura, processos e visão estratégica”, garante Eduardo.

“Em um setor movido por ciclos rápidos de inovação, o hype da IA tem imposto uma mudança estrutural em empresas tradicionais de tecnologia: para continuar liderando, é preciso se comportar como exploradoras, mesmo depois de décadas de consolidação”, afirma Guilherme.

Sobre a Monking
A Monking é uma empresa especialista em marketing e comunicação para setores de inovação de empresas como Ambev, Natura, iFood e Itaú, com sedes em Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro. Fundada em 2016, une audiovisual, estratégia e growth, é parceira do Cubo Itaú e foi premiada pelo Startup Awards e 100 Open Startups.

Sobre a Atomsix

A Atomsix é um estúdio global de design e tecnologia fundado em 2020. Com anos de experiência, oferece soluções digitais inovadoras em aplicativos, plataformas web e branding, atendendo empresas como Google, Microsoft e Mercedes-Benz. Presente em 23 países, alia criatividade, agilidade e excelência para criar experiências únicas.