“A maior guerra que enfrentamos hoje, e talvez a menos falada, é a guerra contra a ansiedade.” Fontes da minha cabeça, 2020.
E nós, como brasileiros, podemos ajudar o mundo a passar por isso. Assim como ajudamos e estamos em vias de liderar três gigantescas ondas de comportamento ou, como veremos, verdadeiras transformações na humanidade.
Sempre tive o privilégio de poder pensar lateralmente. Não sei se é assim que se explica essa minha característica (e nem o privilégio), mas tenho alguma facilidade de conectar pontos de formas diferentes da grande maioria. E sempre usei isso como maneira de servir e ganhar a vida. Assim, construí valor para algumas pessoas, empresas e territórios. Trabalhar com o que se gosta e com o que está vibrando com verdade é, sim, também, outro grande privilégio. Honro isso. Assim como já vivi processos de burnout gerados e estimulados pelas minhas próprias ideias, pelos mesmos cenários que ajudei a criar. E me destruiram.
Tive a oportunidade de viver 7 anos da minha vida em uma experiência interessante pelo Brasil para chegar até aqui e te apresentar uma nova forma de criar valor que, creio, devemos estar atentos e que pode sair daqui, do país da ansiedade, como uma possibilidade de transbordar a abundância do que sempre fomos de melhor.
Por meados de 2016, começo a me interessar por movimentos e seus processos de criação. Vejo o primeiro ministro Japones falando sobre novos modelos economicos comportamentais e fiquei fascinado quando ele trouxe em sua fala, no Forum Economico Mundial, sobre a transformação digital que o mundo estava começando a falar já era passado para eles, que sempre estiveram na vanguarda industrial e tecnológica. Ele estava mesmo interessado, como sempre foi um comportamento coletivo no Japão, não numa guerra de egos ou comparações em qualquer modo, mas em vislumbrar e construir a próxima onda, que seria a onda da Criatividade. E estimulados pela pergunta “Quando a máquina começar a fazer nossas atividades, do que sobrará para nós, humanos, perpetuarmos nossa relevância?”, vem a resposta: A criatividade. Lembrando, isso foi em 2016. E dessa conclusão rápida, nasce o olhar para estas 3 dimensões de transformação de eras, onde nossa percepção de valor sairá fortemente do modelo industrial (3.0), fazendo com que questionemos todas nossas certezas e nossos sistemas de crenças e consciências de valor.
Naquele momento o primeiro ministro do Japão falava de um ponto de vista totalmente privilegiado de um futuro que eu ainda chegaria a entender mais para a frente (veja bem, ele falava sobre isso em 2016), onde depois da Transformação (economia) Digital (4.0) que chegaria de forma avassaladora (e estamos vivendo isso), viria uma outra mudança de era, tão ou mais forte do que a digitalização do mundo: a Transformação (economia) Criativa (5.0).
A nova era, segundo ele, seria a da ativação do potencial humano, do uso ilimitado da capacidade que temos de criar e imaginar e, principalmente, sentir e traduzir isso em coisas. Com ferramentas impensadas até o momento em nossas mãos, a amplitude de botar a mente humana fora de processos repetitivos e escalar qualquer grito de autenticidade por infinitos canais para espalhar uma ideia. Hoje, alguns nomes já conseguem começar a colocar em caixinhas este conceito, como exemplo temos os caminhos da Creator Economy. Essa é a quinta transformação. Essa é a onda que faz o intangível construir novos impérios com uma ideia.
No modelo industrial (3.0), você precisa de ativos físicos como valor. Já no modelo digital (4.0), a busca é por acesso (informação, conectividade, rede, conhecimento). No quinto modelo de consciência de valor entra o pensamento criativo (5.0) onde novas estruturas de valor eclodem fortemente, novos modelos sociais, novas configurações, novas culturas, novas assinaturas. E aqui já destaco, como brasileiro, a colossal vantagem competitiva que temos.
Por fim, como a última transformação, a Curativa (6.0), a qual acrescento o pensamento da Economia Curativa, cujo valor maior é transbordar o que nos sobra em abundância, fazendo que haja ainda mais para transbordar. E transbordar essencialmente em 4 dimensões de cura, que são: A Cura Física, Cura Mental, Cura Emocional e Cura Financeira.
E é exatamente na sexta camada de consciência de valor que eu acredito que temos o que o mundo precisa: a capacidade curativa como essência. E quem falou isso? Fontes da minha cabeça, experienciando por 7 anos dentro de um país doente, mas com a maior capacidade curativa de todas, mas que precisa sim passar pela sua própria alquimia novamente, reconhecendo toda sua capacidade criativa para, assim, distribuir-la como cura ao mundo.
Direto do país mais ansioso do mundo, virá a cura. Virá o novo iluminismo, a nova renascença. Virá o antídoto para um fluxo doente em que fomos criados e teremos, como base de valor, objetivos focados para garantir minimamente a base das 4 dimensões essenciais de valor. Virá da criatividade, sim, mas também virá dos ativos físicos e naturais que temos, do nosso capital intelectual e maior ativo: o Borogodó, da nossa forma de receber e emocionar, das maneiras de repensar o sistema financeiro mundial e criar empresas que mudam comportamentos ao redor do globo. Virá de todo processo de digitalização que estamos avançados ou de modelos de rede que somos especialistas em hackear. E virá, principalmente, por não temermos compartilhar o que de melhor há em benefício do todo. Ainda mais por não se tratar de ativos físicos, que ao compartilhar eu fico sem. Nestas 3 novas ondas, novos modelos comportamentais, economicos ou sabe-se lá como chamar isso, a posse física não é mais a forma soberana de garantia valor. Compartilhar uma ideia (5.0) não faz de mim mais pobre ou fraco. Assim como, transbordar um valor (6.0), só me fortalece.
Segurança física, emocional, intelectual e financeira. Para que o seu negócio, função, trabalho, projeto ou seja lá o que você quiser criar no mundo tenha algum nível de relevância daqui pra frente, meu conselho é um só: foque na criação de valor baseada nas 4 dimensões de cura. Nenhum cnpj sobreviverá estando distante destas entregas. Por regras de mercado ou sociais. E estando próximo a isso, virá daí o real valor de quem só conhece planilha.
E assim, seguro minha ansiedade de viver no país mais ansioso do mundo aguardando e despertando para um novo modelo de consciência econômica, a economia curativa.
por Alex Lima
Fundador da Glóbulo, Co-fundador da DASHCITY, posicionou e diferenciou mais de 600 Negócios, mais de 30 territórios e ecossistemas em 3 continentes, co-fundador da comunidade Transcriativa, líder Brasil Unesco Sost e embaixador da Island Innovation, botou 1 cidade no Guinness Book, produziu 3 documentários, onde um foi indicado ao Festival de Cannes, ganhou 4 top de marketing, palestrante, TEDx speaker e criador da tese sobre Economia Curativa.






