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segunda-feira, setembro 27, 2021
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Tradicional Enterro da Tristeza ocorre hoje nas ruas do Centro de Florianópolis

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Tradicional Enterro da Tristeza ocorre hoje nas ruas do Centro de Florianópolis

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Nesta quinta-feira, 7, a partir das 19h30, o bloco SOS, da Associação dos Funcionários Estaduais da Saúde de Santa Catarina (AFESSC), comanda a 18ª edição do Enterro da Tristeza, com previsão de reunir mais de 30 mil foliões, no embalo do tema “Sou SOS, Sou Criança, Sou Feliz”, no Centro de Florianópolis. A concentração ocorre a partir das 15h na sede da AFESSC, na Rua General Vieira da Rosa, 22, no Centro.

O velório festivo acontece regado a cerveja, petisco e churrasco, animado pela banda Atrevidos, com direito à apresentação dos tradicionais personagens do funeral e entrega do kit enterro composto por velas, coroa de flores e caixão.

A partir das 19h30, o cortejo festivo passa pela Avenida Mauro Ramos, Rua Hermann Blumenau, Avenida Hercílio Luz, Rua Anita Garibaldi, Rua dos Ilhéus, Praça XV de Novembro, desembocando no Largo da Alfândega, onde será sepultada a tristeza e deflagrada a folia.

Os personagens principais do evento são o defunto, interpretado desde 2008 por Nelson Júlio da Rosa, o popular Godói, e a Viúva, encarnada há sete anos por Jorge Espírito Santo de Freitas, o Jorginho, funcionário aposentado do Hospital Celso Ramos, que já ocupou o mesmo posto quando o cortejo era organizado pelo extinto Clube Ipiranga.

Outras figuras tradicionais da brincadeira são a Dona Morte e o Coveiro, além da corte do bloco SOS, que em 2013 é composta por Karina Marcelino (rainha), Gisele Breigeron (1ª princesa), Carolina Maia (2ª princesa) e Michelle Bergler (musa).

Histórico

O Enterro da Tristeza surgiu em 1964, organizado pelo Clube Paineiras, uma espécie de clube dos solteiros, sediado na Rua dos Ilhéus, no Centro. De acordo com o ex-presidente do clube, Maurício Amorim, o evento nasceu a partir da criação da Noite do Terror. O baile era realizado sempre na quinta-feira que antecedia o Carnaval, pois na sexta-feira era dia da tradicional festa do Clube Doze de Agosto.

Para entrar no Clube Paineiras o folião tinha que utilizar roupas pretas ou brancas ou ainda as duas misturadas. Como atrativo curioso, os organizadores decidiram fazer em frente ao clube um velório, que recebeu o nome de Enterro da Tristeza. Havia caixão com morcego, bruxas e outros utensílios para criar um clima fantasmagórico e festivo.

Em 1975, o clube Paineiras fechou as portas e a Boate Dizzy assumiu a realização do Enterro da Tristeza. Paralelamente, o Clube Ipiranga, do Saco dos Limões, também começou a realizar a mesma atividade e os dois clubes decidiram fazer desfiles pelo Centro.

Com a desistência do cortejo tanto pela Dizzy como pelo Ipiranga, o bloco SOS, fundado em 1982, resolveu trazer para a associação a responsabilidade. Desde 1995, o bloco coordena a festa que tem repercussão na imprensa em todo o Brasil como um dos eventos mais originais que marcam a abertura do Carnaval em Florianópolis.

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