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terça-feira, julho 5, 2022
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Essa é para o pessoal de Floripa que gosta de sertanejo

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Com o passar do tempo, o sertanejo deixou de ser algo voltado para as comunidades rurais e tornou-se mais dançante e mais urbano. Antes da pandemia, quando ainda podia ter eventos aqui em Florianópolis, os shows de sertanejo reuniam milhares de pessoas.

Atualmente, as paradas de sucesso brasileiras estão dominadas pelos principais nomes do sertanejo, como Marília Mendonça, Henrique e Juliano e Gusttavo Lima – citando só alguns para não se perder na imensidão de duplas e cantores solos que se aventuram pelo gênero.

A verdade é que a indústria hoje é gigantesca e responsável pela maior parcela dos hits tocados nas rádios e nas principais plataformas de streaming, como Spotify, Deezer, YouTube e Apple Music. Para você ter uma ideia, o gênero é responsável por 29% das músicas mais ouvidas em todo Brasil, à frente inclusive do pop, que corresponde a 25%, segundo dados do Kantar IBOPE

E esse movimento não é de hoje. Por exemplo: quem ainda não canta, em alto e bom som, o refrão inesquecível de “Evidências”, de Chitãozinho & Xororó, em qualquer karaokê?

Desse hit pra cá, muita coisa mudou nas músicas sertanejas. Porém, sempre tivemos uma certeza: o gênero é um sucesso imbatível.

Que tal conhecer (de verdade) a história da música sertaneja, para entender por que ela é tão querida pelo público?

A história da música sertaneja

A música sertaneja surgiu em 1929, quando o pesquisador, compositor, escritor e humorista, Cornélio Pires, decidiu espalhar os costumes caipiras em forma de música e encenações teatrais para os outros cantos do Brasil. Ele passou pelo interior paulista, norte e oeste paranaenses, sul e triângulo mineiros, sudeste goiano e mato-grossense.

O gênero ficou conhecido como música caipira, pois as letras retratavam a beleza bucólica e romântica da paisagem, além do modo de vida do homem do interior e do homem da cidade. Entre as duplas pioneiras nas gravações em disco moda de viola, estão: Zico Dias & Ferrinho; Laureano & Soares; Mandi & Sorocabinha; e Mariano & Caçula.

Como suas canções estavam ligadas à realidade cotidiana, esses artistas quase que faziam crônicas cantadas – e como resultado você encontra obras como “A revolução Getúlio Vargas”, e “A morte de João Pessoa”, gravadas em 1930 por Zico Dias & Ferrinho.

Após este pontapé inicial, a história da música sertaneja foi dividida em algumas fases: a música caipira ou música sertaneja raiz, matuta, do interior do país; a modernização das modas de viola, trazendo novos ritmos ao gênero, tais quais os riffs das guitarras elétricas e influências das baladas; o surgimento do sertanejo romântico e os desdobramentos desse subgênero, com o universitário e o feminejo. Aqui, a história começa com os clássicos do amor e da desilusão amorosa, mas evoluiu para o clima de alegria e pegação, sempre com uma pontinha no brega meloso, e incorporando novos estilos como funk, pop e forró.

O time do site de roleta online Betway Cassino montou este infográfico que te conta toda essa história e como anda a indústria nos dias de hoje. Confira!

 
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