Facisc lança segunda edição do Mapa do Agro com dados e estimativas inédita do agronegócio em Santa Catarina e no Brasil

Agronegócio Santa CatarinaFacisc lança segunda edição do Mapa do Agro com dados e estimativas...

Casa dos Açores Museu Etnográfico, em Biguaçu, fecha para reforma estrutural e deve reabrir no primeiro semestre de 2027

Casarão administrado pela FCC fecha a partir desta quarta (4) para obras elétricas, hidráulicas, de telhado e de acessibilidade; oficinas e pesquisa seguem no espaço.

Festival Tambores do Axé leva “Uma Noite de Magia” a Biguaçu no dia 14 de novembro e abre o centenário de Mãe Hilca D’Iansã

Edição do festival reúne sete atrações no Centro de Eventos Fenix, sábado (14), às 21h, com arrecadação de alimentos para a Escola Pan-Africana Olodum Sul.

Villa Francioni abre a série Uvas e Vinhedos, que estreia nesta quarta-feira no canal Modo Viagem, da Globoplay

Vinícola pioneira em vinhos de altitude em Santa Catarina está entre as apresentadas pelo programa, que estreia às 20h30 desta quarta (4) no canal Modo Viagem.

Parque do Morro da Cruz ganha plano de manejo, com nove zonas e quase metade da área fechada à visitação

O Parque do Morro da Cruz, em Florianópolis, ganhou plano de manejo: nove zonas, 49,45% da área sem visitação e regras para o entorno. Veja o que muda.

Compartilhe

Nova edição do estudo da FACISC reforça liderança de Santa Catarina em 12 cadeias produtivas e possui destaque em mais de 50 segmentos do agronegócio, além de ampliar análises sobre logística, competitividade e valor agregado no campo

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) lança na próxima quinta-feira, 28/5, a segunda edição do Mapa do Agronegócio Catarinense. O evento vai acontecer às 9h, na sede da entidade, em Florianópolis. O estudo reúne dados econômicos, produtivos e de comércio exterior para apresentar um panorama atualizado da força do agronegócio na economia estadual e nacional.

O levantamento reforça o protagonismo catarinense no setor. Santa Catarina está entre os cinco maiores produtores do país em mais de 50 segmentos do agronegócio e lidera a produção nacional em 12 cadeias produtivas. O estado também ampliou sua presença em produtos de maior valor agregado e reconhecimento de origem. Desde 2024, Santa Catarina conquistou quatro novos selos de Indicação Geográfica (IG) concedidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), mecanismo que certifica qualidade, tradição e características únicas de produtos regionais.

Novidades da segunda edição

A nova edição amplia o alcance metodológico do levantamento, com estimativas e análises sobre as principais variáveis do agronegócio para todos os estados brasileiros,e considera indicadores como produção, emprego, empresas e comércio exterior. O estudo utiliza uma ampla base de dados para as estimações, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Receita Federal do Brasil (RFB).

Além disso, o Mapa do Agro 2026 traz a inovação como diferencial competitivo do agro catarinense e o papel do ecossistema de startups da área neste contexto. Esta edição conta com a parceria da Associação Catarinense de Tecnologia, a Acate.

Além dos números do setor primário, o Mapa do Agro Catarinense 2026 também contempla segmentos ligados à agroindústria, logística, comércio e serviços, e reforça o papel integrado do agronegócio na economia estadual.

Para o presidente da FACISC, Elson Otto, o estudo busca evidenciar a dimensão estratégica do agro catarinense para o desenvolvimento econômico do estado.

“O agronegócio sustenta parte relevante da economia brasileira e projeta o país no cenário internacional. Em Santa Catarina, esse movimento ganha características próprias: produção diversificada, forte presença da agricultura familiar e alto valor agregado”, afirma.

Segundo Otto, o levantamento funciona como ferramenta de planejamento e mobilização para o setor produtivo.

“O Mapa do Agro Catarinense 2026 reforça esse diagnóstico. Aponta caminhos, evidencia vocações regionais e orienta decisões. Mais do que um levantamento, é um instrumento de mobilização”, destaca.

O estudo mostra ainda o peso crescente da agroindústria e dos serviços ligados ao campo. Setores como alimentos processados, papel e celulose, madeira e móveis, máquinas e equipamentos, logística e armazenagem aparecem como parte fundamental da cadeia produtiva catarinense.

De acordo com o diretor de Ferrovias e Agronegócio da FACISC, Lenoir Broch, a competitividade do setor depende diretamente de investimentos estruturais em infraestrutura e integração logística.

“O agro catarinense não se resume à produção primária. Ele é um sistema amplo, integrado e altamente diversificado, que conecta campo, indústria, serviços e comércio”, afirma.

Broch ressalta que o principal desafio permanece no escoamento da produção.

“A matriz de transporte ainda concentrada em rodovias eleva custos, aumenta a variabilidade de prazos e reduz a eficiência operacional. A ferrovia surge como eixo estruturante, capaz de reduzir o custo por tonelada, ampliar a capacidade logística e dar maior previsibilidade ao fluxo de cargas”, avalia.

O levantamento também apresenta uma análise sobre competitividade internacional dos municípios catarinenses, cruza dados de produção e despachos de exportação. A proposta é identificar gargalos logísticos e possíveis distorções na arrecadação entre municípios produtores e zonas alfandegárias.

Segundo a FACISC, o estudo busca apoiar decisões estratégicas do setor produtivo, orientar políticas públicas e ampliar a visibilidade do agronegócio catarinense no cenário nacional e internacional.

Sobre o Sistema FACISC

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) reúne e representa o setor produtivo catarinense por meio de um sistema estruturado de 149 associações empresariais distribuídas em todas as regiões do estado. A entidade atua como porta-voz de mais de 51 mil empresas, leva demandas às esferas de decisão e contribui para a construção de um ambiente de negócios mais competitivo, justo e sustentável.