Fecomércio entrega ao secretário da Fazenda documento com as demandas do setor

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O presidente da Fecomércio de Santa Catarina, Bruno Breithaupt, entregou ao secretário estadual da Fazenda, Antônio Gavazzoni, documento assinado por toda a diretoria da federação enumerando uma série de reivindicações do setor terciário na busca da melhoria da produtividade e do crescimento do comércio de bens, serviços e turismo no Estado.

A entrega aconteceu durante uma reunião-almoço com a diretoria da Fecomércio e os conselhos do Sesc e do Senac, nesta segunda-feira, 15, no Sesc de Cacupé. Na ocasião, Bruno Breithaupt lembrou o bom relacionamento da entidade com a administração estadual e, em especial, com a pasta da Fazenda, em questões como a redução das margens de valor agregado em diversos produtos, o diálogo propositivo quando da instituição do Diferencial de Alíquota, em 2013, e o trabalho conjunto de conscientização nas operações Concorrência Leal I e II.

Gavazzoni destacou a importância do setor terciário para a economia catarinense. "Muito se fala da indústria, mas o comércio é o setor que mais contribui para o desenvolvimento de Santa Catarina, gerando emprego e arrecadação de ICMS. " Os pleitos do setor vão ser tratados de forma aberta e transparente, e me coloco à disposição sempre que for chamado para estabelecer esse diálogo com o setor produtivo", afirmou Gavazzoni.

O secretário da Fazenda disse confiar que 2015 será um ano positivo para as economias catarinense e brasileira. "Acredito que, passadas as eleições, esse clima de mau humor vai passsar. Qualquer que seja o governo que assuma à presidência, ele terá que promover um ajuste fiscal. E isso vai ser benéfico para a economia, pois implica na reforma, também, da administração pública, o que também precisaremos fazer aqui no Estado", afirmou.

Gavazzoni lembrou da crise mundial de 2008, mesmo ano em que 61% do PIB estadual foi atingido pelas cheias, e como, em 2009, com muita superação e empreendedorismo, Santa Catarina liderou a arrecadação de ICMS no país. "Tenho a convicção de que vamos superar esse clima de mau humor. Vamos aumentar a capacidade de investimento do nosso Estado com recursos próprios, sem recorrer a financiamentos. Faremos a reforma administrativa e vamos ampliar a nossa tecnologia. Com isso, tenho certeza que 2015 será muito melhor", disse o secretário.