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quarta-feira, dezembro 1, 2021
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Fecomércio-SC: Cresce endividamento das famílias catarinenses

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Fecomércio-SC: Cresce endividamento das famílias catarinenses

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Depois de uma queda no mês de agosto a pesquisa mensal que avalia o endividamento das famílias catarinenses (PEIC) registrou novamente uma elevação em setembro. O levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC) registrou que o percentual de famílias endividadas em Santa Catarina subiu de 90% em agosto para 93% em setembro.

Entretanto, os dados demonstram que este crescimento não significa aumento da inadimplência, pelo contrário, o percentual de famílias com contas em atraso caiu de 25% para 24%. A informação vem acompanhada da redução no número de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas contas, que passou de 9% em agosto para 7% em setembro. Neste cenário, tanto as famílias com renda superior a 10 salários mínimos quanto as com renda inferior a isso apresentam alto grau de endividamento.

Segundo a Fecomércio, o crescimento das vendas do comércio, ancorado principalmente no uso do cartão de crédito, está na raiz do alto endividamento, representando 46,9% das dívidas, quase a metade destas.
Com relação ao nível de endividamento, o estudo registrou uma melhora mensal caindo de 51,7% em agosto para 48% em setembro. As famílias de renda mais elevada revelam-se mais endividadas, sendo que 51,9% destas intitulam-se muito endividadas, enquanto as de menor renda, somente 46,9% consideram-se muito endividadas.

Na análise do tempo de comprometimento com as dívidas, dado de fundamental importância para a análise da qualidade do endividamento, o levantamento aponta que na comparação com agosto esse tempo diminuiu, passando de uma média de 6,6 meses para uma de 6,1 meses.

Quanto à parcela da renda comprometida com o endividamento, fator chave para analisar a saúde das dívidas. No mês de setembro, as famílias catarinenses tiveram 26,1% de sua renda comprometida com o pagamento de dívidas, percentual menor do que em agosto (27,4%).

Para a Fecomércio, este percentual baixo garante uma grande segurança para os comerciantes de que o alto endividamento não irá se transformar em uma crise de inadimplência, já que a parcela de renda comprometida com dívidas pode ser considerada bastante segura.

Na avaliação das contas em atraso, o estudo apontou queda de 1% nas famílias com contas em atraso em relação a agosto ficando em 24% o percentual de famílias com contas em atraso. Na comparação anual houve um crescimento de 11% das famílias com contas em atraso.

Entre estas famílias com contas em atraso, 36% afirmaram que terão condições de pagar totalmente suas dívidas, 32% afirmaram terão condições de pagar apenas uma parte das dívidas e 29,6% não terão como pagar o que já tem em atraso. Este resultado é melhor que o de agosto, onde 36,8% das famílias afirmaram que não teriam condições de pagar as dívidas, mostrando uma melhora mensal no quesito.

Segundo a Fecomércio os dados demonstram que apesar do aumento do número de famílias endividadas, a situação das dívidas existentes é mais segura do que no mês anterior, o que reforça a tese de que o alto endividamento das famílias catarinenses pode ser associado ao aumento da renda e do emprego, e não a gastos “irresponsáveis”. Os números dão segurança para que o sistema financeiro continue estimulando o crédito ao consumidor, e conseqüentemente fazendo com que as vendas do comércio continuem crescendo.

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